Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 11/09/2021

Na Grécia Antiga, berço da civilização ocidental, surgiu a ideia de corpo perfeito, conquistado por meio de atividade física, seria um corpo magro e bem definido. Atualmente, o mesmo estereótipo se mantém presente na sociedade, logo, aquelas pessoas que não se encaixam nesse grupo acabam sendo alvos de preconceito, recorrendo a medidas desesperadas para conseguirem o estimado corpo perfeito. Além disso, os excluidos pela intolerância, podem desenvolver complexo de inferioridade, entre outros problemas psicológicos.

Uma pesquisa encomendada pela Skol Diálogos e realizada pelo Ibope em setembro de 2017 indicou que a gordofobia é um fator presente na rotina de 92% dos brasileiros. Esse preconceito enraizado na população, leva as vítimas a recorrerem a saídas precipitadas, como as dietas milagrosas, nas quais, essas pessoas comem muito pouco, o que pode acarretar em outros males para a sua saúde. Além das dietas, os remédios que prometem o corpo perfeito e felicidade acabam fazendo o contrário, como consequências, apresentam vários efeitos colaterias, como fisgadas no peito, formigamento em algumas áreas do corpo, tontura, dor de cabeça, além de outros sintomas.

Outrossim, além dos problemas que podem atingir a saúde física, existem também os males que atingem a saúde mental e emocional dessa população. Isso por conta do estereótipo de corpo perfeito, de pessoa perfeita e tudo fora desse padrão é errado, ou não presta, o que gera um sentimento de solidão dessas pessoas, podendo abalar o estado emocional e provocar distúrbios emocionais, como a depressão e ansiedade. Fatos evidenciados na novela “Chiquititas” do SBT, em que uma personagem  sofre de transtornos alimentares e apresentam características de depressão na busca incessante de terem o modelo “magro perfeito”, o que as levam até ao autoflagelo.

Portando, é de extrema importância que a Organização Mundial de Saúde(OMS) junto com Agentes de saúde, através de visitas nas casas, disponibilizem para pessoas obesas ou acima do peso acompanhamento recorrente com nutricionistas, visando uma boa saúde física e com psicólogos, para manter a saúde mental. Além disso, é necessário a contribuição das escolas, as quais, desenvolverão palestras com profissionais qualificados de saúde visando constuir uma visão mais empática em relação com a obesidade e o sobrepeso, para assim, quebrar o preconceito que está enraizado na sociededade