Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 11/09/2021
O aumento na quantidade efetiva de pessoas obesas ou acima do peso, fomentou uma maior preocupação ao governo brasileiro acerca desse tema, tanto em relação a saúde dos afetados, quanto ao preconceito a que estes estão sujeitos. O elevado acréscimo no peso dos brasileiros se dá pelo fácil acesso a alimentos com elevado teor calórico e um baixo incentivo a pratica de atividades físicas promovidas pelo governo.
Em primeiro lugar, a indústria do consumo, cada vez mais, tem trazido para a prateleira das lojas, produtos com elevado teor calórico, visando obter lucro, esta indústria tem deixado de lado a saúde do consumidor. Segundo um senso realizado pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crónicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 18.9% dos brasileiros são obesos e 54% dos brasileiros estão na faixa do sobpeso. Tal fato demonstra a concretividade deste problema na sociedade brasileira vigente.
Em segundo lugar, a falta de incentivo para a prática de atividades físicas é um fator que contribui diretamente no aumento de peso da população brasileira. A falta de ciclovias, e outros tipos de infraestrutura básica, comprometem com a saúde do obeso, contribuindo para o sedentarismo deste e dos outros. A prática de atividades físicas, além de promover um decréscimo no sedentarismo do obeso, promove uma melhor autoestima, que se torna um grande aliado interno no combate à gordofobia.
Observa-se, portanto, que a saúde do obeso e do sobpeso deverá ser pauta de debates governamentais, por se tratar de um problema que atinge mais da metade da sociedade brasileira. Portanto, o Ministério da Saúde (MS), por meio de propagandas na mídia, deverá divulgar informações acerca do que é obesidade e sobpeso, suas consequências, riscos e medidas de combate, para que assim, a população esteja informada dos riscos que estes estão submetidos caso não busquem uma melhora de sua condição sendentária.