Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 15/09/2021
No filme “O amor é cego”, interpretado por jack black, retrata um homem que tinha repulsa de se envolver com mulheres fora dos padrões, e apenas hipnotizado ele consegue se apaixonar por uma mulher acima do peso. Demonstrando a visão preconceituosa sobre os corpos gordos. Assim, além de expor os gordofobia que o mundo tinha na época em que foi lançado, o filme também é atual, uma vez que o preconceito e a omissão de todos perpetuam o estigma associado ao sobre peso e a saúde no Brasil.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a falta de informação da sociedade brasileira é o principal catalisador da problemática. De fato, o avanço da tecnologia e dos meios de comunicação é responsável pela rápida disseminação de notícias, principalmente no meio digital, mas isso não significa que os cidadãos se encontram mais conscientes acerca de temáticas sociais. Dessa forma, mesmo que diversos estudos atuais demonstrem que nem sempre o sobrepeso vem acompanhado de doenças e a legitimidade do movimento corpo livre, as raízes de uma intolerância generalizada ainda questionam e ridiculrizam os corpos alheios. De acordo com a escritora nigeriana Chimamanda Adichie, a rotulação de grupos sociais através de uma característica marcante é responsável pela criação de histórias únicas, as quais são repletas de preconceitos.
Assim a sociedade míope alimenta uma visão eugenista e tóxica, limitando as diversas possibilidades de manifestação do ser humano. Ademais, a ausência de compromisso do Estado para com a saúde e acessibilidade dos cidadãos é outro ponto que fomenta o estigma criado sobre o problema. Segundo o filósofo John Rawls, em sua obra “Uma Teoria da Justiça”, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros para todos os setores, promovendo uma igualdade de oportunidades a todos os cidadãos e o acesso a uma vida digna. Sob essa óptica, torna-se evidente que o Brasil não é um exemplo dessa ética do pensador inglês, visto a tamanha negligencia para o problema da obsidade no brasil, submetendo-os a uma notória subcidadania.
Fica exposta, portanto, a necessidade de medidas para mitigar o preconceito associado ao peso. Assim Secretarias de Educação devem desenvolver projetos educativos, por meio de palestras e de dinâmicas para debaterem sobre o preconceito enfrentado no cotidiano, uma vez que o depoimento individual sensibiliza os estudantes. Isso deve ser feito com a finalidade de ultrapassar os estereótipos prejudiciais. Outrossim, o Ministério da Fazenda deve redistribuir as verbas, principalmente para hospitais públicos e para campanhas de conscientização e para melhoria das infraestruturas para dá acessibilidade. Por fim, será possível criar um país longe da realidade retratada o filme " O amor cego"