Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 26/09/2021

O Humanitismo, filosofia fictícia criada por Quincas Borba,célebre personagem de Machado de Assis, tem a paradoxal ideia de que é somente por meio da guerra que se alcança a paz. Segundo a lógica machadiana, faz-se preciso combater a problemática em torno da má alimentação no Brasil, uma vez que o povo deveria estar em “guerra” contra o problema da obesidade e sobrepeso no Brasil, levando em conta o bem estar da saúde e o preconceito sofrido por muitos. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa situação, é importante analisar a falha atuação do poder estatal e a ineficácia intervenção do sistema educacional.

Primordialmente, é pertinente destacar a maneira de como uma parcela das autoridades governamentais trata a irregularidade na alimentação baseada em alimentos ultra processados. Afinal, como afirmou o filósofo político Nicolau Maquiavel, em sua obra “O Príncipe”, mesmo as leis bem ordenadas são importantes diante dos costumes. Prova disso é a falha nas políticas públicas no cumprimento do artigo 3° da Constituição Federal, que garante, além de outros direitos, à saude como direito de todo cidadão. Isso é visível seja pela insuficiência de campanhas públicas de consciêntização sobre os risco da obesidade e sobrepeso, seja pelo pouco espaço destinado à consciêntização dos jovens. Assim, é perceptível que nem mesmo o poder jurídico estatal é capaz de garantir mais informações sobre os males de uma saúde precária.

Ademais, é igualmente necessário entender o sistema educacional, no arcaico modelo predominante no Brasil, como outro contribuinte para a continuidade da obesidade. Para melhor compreender tal entendimento, é relevante relembrar a obra “Adeus professor, adeus professora?”, do intelectual e escritor brasileiro, José Carlos Libâneo, tendo em vista que destaca a importância das escolar em estimular não apenas o conhecimento técnico-científico, como os  benefícios uma boa alimentação. Sob essa ótica, pode-se afirmar que grande parte das instituições de ensino brasileiras, sendo elas conteudistas, pouco ou quase nada ajudam no combate do sobrepeso e a obesidade da sociedade brasileira e, portanto, não formam cidadãos com autonomia como Libâneo idealiza.

Levando-se, então, em consideração esses aspectos, faz-se urgente a intervenção estatal aos riscos e dificuldades do sobrepeso e obesidade. Para tanto, deve o Ministério Público, cujo dever, de acordo com o artigo 127 da “Carta Magna”, é garantir a ordem jurídica e o bem de todos, cobrar do Estado parceria com platarformas midiáticas, nas quais propagandas de apelo amocional para impulsionar uma aliemntação saudável e combate ao sedentarismo. Além disso, é essencial evoluir e modernizar o sistema educacional, por meios de debates e palentras abortanto o tema socioemocionais.