Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 22/05/2023

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito à saúde e em seu artigo 3 o repúdio ao preconceito, seja ele qual for, como inerente a todo cidadão. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os problemas de obesidade e preconceito no Brasil. Diante disso, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

No filme Barbie, estrelado pela Margot Robbie, pode-se observar a incansável busca pela perfeição. A Barbie é frequentemente criticada por apresentar um padrão de beleza inatingível, com seu corpo esguio e medidas irreais. Devido a essa estereotipação, muitas pessoas acabam criando a ideia de corpo perfeito, é daí que surge o preconceito pois, acabam sendo alienadas de que só existe um tipo de corpo e ele tem que ser magro. Por causa desses padrões que os filmes e a sociedade impõem, pessoas sofrem. Segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não faz nada para mudar esse cenário, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a inércia do governo como o principal impulsionador desse problema, Uma mulher deixou de ser contratada por ser “gorda”, ela não tem culpa que sofre de obesidade, cabe ao governo agir diante dessa situação, isso é preconceito e discriminação. pessoas sofrem diariamente com o preconceito e a obesidade e não fazem nada. É inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, por meio da liberação de verbas governamentais promova a criação de um programa para o tratamento de pessoas com obesidade, nele deve conter o acompanhamento constante até a cirurgia bariátrica e a criação de palestras para debater acerca do preconceito e da importância de se alimentar bem, a fim de dar uma qualidade de vida melhor para as pessoas. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e livre, na qual o Estado cumpre corretamente o seu “contrato social”, tal como afirma Locke.