Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 05/07/2023
A internet nos últimos anos se tornou palco de um polêmico debate a respeito de um dos principais problemas de saúde em nosso país; a obesidade. Ativistas digitais defendem o excesso de peso como resposta aos padrões de beleza impostos pela sociedade, buscando desvincula-lo de seu conceito patológico. Entretanto, não se pode negar os sérios riscos de saúde atribuidos a obesidade. Sendo assim, é vital garantir e gerar respeito as diferenças físicas, mas ao mesmo tempos, buscar solucionar essa crise na saúde brasileira.
Primeiramente, a obesidade deve ser compreendida sobre um conceito social. O desenvolvimento tecnológico tornou cada vez mais o homem sedentário, reduzindo massivamente a realização de atividades físicas, resultando em um crescimento de 72% nos casos entre 2006 e 2019. Além disso, a falta de conscientização e educação para as classes mais abastadas os torna vulneráveis ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, respiratórias e até mesmo câncer, proporcionando uma dramática deficiência no sistema público de saúde.
Por outro lado, a crescente movimentação de ativistas tem tomado conta das redes, com destaque para Thais Carla. Dançarina e influenciadora, defende o corpo gordo como uma resposta aos padrões de beleza. É a primeira pessoa a ganhar um processo por gordofobia, e em seu instagram, tem voz ativa na crítica a locais e atitudes nas quais, segundo ela, excluem pessoas gordas. Todavia, assim como outros ativistas, não trata o excesso de peso como doença, contrariando o que é determinado pela OMS. Dessa maneira, a propagação de notícias falsas que contrariam orgãos oficiais intensifica a ignorância sobre o assunto, e massifica a adiposidade na ótica da estética e do corpo como instrumento de rebeldia e objeto político.
Em suma, é vital garantir o respeito as diferenças e ao mesmo tempo combater as adversidades na saúde. Desse modo, orgãos de saúde devem se empenhar em promover conhecimento e garantir amparo de qualidade a população. Paralelamente, por meio de ONGs e orgãos públicos, conscientizar no que diz respeito a discriminação de pessoas gordas, para garantir um ambiente agradável e cordial para todos.