Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 19/07/2023
No livro “Juntando os pedaços”, a protagonista, Libby, sofre os efeitos da de-pressão após a morte de sua mãe, consequentemente levando-a a obesidade. Na obra, Libby relata as dificuldades de convivência no ensino médio sendo uma ado-lescente obesa, enfatizando vários preconceitos disseminados por seus colegas de classe quanto à sua doença. Fora do campo cinematográfico, a história de Libby mostra-se realista, ao enfatizar que, a medida que a obesidade é uma séria condi-ção de saúde, o estigma carregado com ela é igualmente maléfico. Assim, proble-mas, como a questão da gordofobia e a falta de auxílio de saúde a obesos, devem ser mitigados.
Nesse sentido, é notável o impacto da displicência na saúde quanto à obesidade. Dessa maneira, com índice de obesidade no país atingindo 7 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa doença é evidentemente presente; no entanto, apesar da explícita epidemia, é ne-gligenciada. Logo, com a ineficácia do governo em lidar com a saúde, em especial a doenças cardiorrespiratórias amplificadas pela obesidade, essa torna-se cada vez mais presente no cotidiano de brasileiros, que permanecem sem amparo do governo.
Como consequência dessa postura negligente, a gordofobia acaba por ser banalizada. Tal fato ocorre em decorrência da grande disseminação de obras audiovisual, principalmente no século passado, no qual pessoas gordas são representadas de forma pejorativa e esteriotipada, o que causa desincentivo na busca de ajuda por parte de pessoas que sofrem dessa doença, como é o caso de Libby. Logo, a mídia, como formadora de opiniões, tem a responsabilidade de incentivar, de maneira positiva, a busca de obesos por auxílio.
Portanto, urge a necessidade de resolução desse óbice. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de campanhas em órgãos de saúde pública, fazer a conscientização quanto a obesidade, além de diagnósticos facilitados da obesidade, como aferição de pressão, exames de glicemia e medidas de peso. Com essas ações, pessoas como Libby se sentirão mais encorajadas a procurar ajuda, diminuindo, consequentemente, o comportamento gordofóbico da população.