Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 26/07/2023

A Constituição de 88 garante, na teoria, o direito á igualdade e ao bem-estar social. Contudo, essa garantia constitucional não é respeitada quando se discute o problema da obesidade e do sobrepeso na sociedade atual. A partir desse contexto, é fundamental discutir como os distúrbios alimentares e a negligência governamental agravam essa questão.

Nesse sentido, vale pontuar que a anorexia nervosa é um fator determinante para essa problematica. No filme “O mínimo para viver” Lily Collins é uma jovem de 20 anos com anorexia que é enviada pelos pais a uma terapia um tanto alternativa para tratar o distúrbio – após ter sido expulsa da última clínica onde estava internada. Fora da ficção, é notório que isso ocorre pois, as pessoas estão cada vez mais submersas aos comentários alheios e acabam ficando com a autoestima baixa e descontam em algo, que na mente delas serve como consolo. Esse fator provoca a depressão e a ansiedade. Dessa maneira, é necessário acabar com os distúrbios alimentares.

Ademais, percebe-se que a negligência governamental potencializa essa conjuntura. O sociólogo zygmunt Bauman desenvolveu o conceito de “instituição zumbi”, segundo o qual o governo deixar de exercer o seu papel mesmo estando no poder. Essa visão é confirmada visto que, é dever do Governo investir em programas de saúde pública prudutivo e eficaz para amenizar tal problema na sociedade. Esse fator promove a falta de consciência e ignorância. Assim, é fundamental acabar com a lacuna estatal.

Por tudo que foi exposto, nota-se que os distúrbios alimentares e a negligência governamental colaboram a essa temática. Portanto, é dever do Poder Executivo -mais especificamente do Ministério da Saúde- criar medidas de conscientização alimentar e investir em saúde de qualidade para a população por meio de eventos multiculturais, a fim de melhorar essa questão. Dessa maneira, a obesidade diminuirá na sociedade brasileira.