Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 20/10/2023

O filme “Professor Aloprado” conta a estória de um cientista que sofre gordofobia e, por conta disso, decide emagrecer a todo custo. Isso é a representação do drama das pessoas que convivem com a discriminação baseada no peso. Entretanto, para além das problemáticas discriminatórias, quem está acima do peso também sofre com a falta de investimentos em saúde pública por parte do Governo Federal e essa é uma questão cada vez mais latente na sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, convém pontuar que os hábitos alimentares mais comuns da contemporaneidade ganharam corpo a partir do processo de globalização, momento em que a hegemonia cultural estadunidense dominou o globo. Dessa forma, os “Fast-foods” foram amplamente difundidos e a obesidade se tornou problema de saúde pública. Assim, é notório que a atual dinâmica alimentar propi-

cia a consolidação de ambientes obesogênicos, isto é, determinadas condições que impulsionam o avanço do sobrepeso. Trata-se, portanto, de uma questão cultural que deve ser combatida a partir da mudança dos padrões alimentares do povo.

Ademais, é válido ressaltar que, de acordo com a Ministério da Saúde, cerca de metade da população brasileira sofre com as consequências do sobrepeso. Nesse sentido, observa-se que, caso não haja ação estatal para mitigar esse quadro, os números tendem a subir cada vez mais e a população sofrerá com as inúmeras adversidades que acompanham essa situação, como doenças cardíacas, circulatórias e diabetes, por exemplo.

Logo, frente aos fatos expostos, conclui-se que a questão da obesidade no Brasil deve ser enfrentada com prioridade. Para isso, cabe ao Poder Executivo -órgão incumbido da representatividade do povo- a tarefa de investir em campanhas publicitárias a fim de educar o povo a adquirir novos hábitos alimentares. Para isso, deve-se realizar seminários nas escolas do país, por meio da contratação em massa de nutricionistas. Os profissionais ensinarão os conhecimentos necessários às futuras gerações e, assim, construir-se-á uma sociedade mais consciente dos impactos negativos de uma má alimentação.