Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 17/03/2020

É natural o surgimento de novas doenças de tempos em tempos ou o reaparecimento de algumas que já foram erradicas, pois microrganismos como bactérias, vírus e protozoários sofrem mutações e se adaptam ao organismo humano a ponto de infectá-lo e causar sua morte. A questão é que devido ao avanço dos meios de comunicação, a cobertura de doenças contemporâneas ocorre de forma excessiva e sem explicações específicas, o que dá a entender que é uma doença super letal que vai extinguir a humanidade, gerando uma histeria coletiva capaz de intensificar a proliferação da doença.            Previamente, é de fundamental importância destacar que nunca antes na história uma patologia teve tantas reportagens como é o caso da nova pandemia do vírus conhecido por Coronavírus (COVID-19). Programações tradicionais foram suspensas para jornais darem destaque sobre o vírus incansavelmente. Além dessa intensa cobertura, vivemos a era das fake news, em que notícias falsas circulam por mídias sociais aumentando ainda mais o medo. Diante de tudo isso é muito comum que as pessoas entrem em pânico e instalem o caos, e, por qualquer mínimo sintoma de gripe os indivíduos já procuram hospitais, congestionando o sistema de saúde, atrapalhando o serviço de funcionários, bem como podem contaminar um maior número de pessoas.

Embora o Coronavírus seja uma ameaça global, as pessoas precisam entender que a taxa de mortalidade oscila em torno de 3%, isso porque os casos mais leves e assintomáticos não são computados, ou seja, a mortalidade é ainda menor. Inclusive, alguns cientistas sul-coreanos apontam para uma mortalidade de apenas 0,7%. Também vale salientar que pessoas fora do grupo de risco, e que se alimentam bem - com frutas e vegetais -, se hidratam constantemente e fazem exercícios físicos periodicamente, caso sejam acometidos pelo vírus, possuem uma chance de sobrevivência de mais de 98%, segundo a própria Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, é claro que ainda existem mortes, e, por isso, a população precisa se precaver para proteger principalmente idosos que sofrem de alguma doença crônica - problemas cardiovasculares, diabetes, asma, dentre outros.

Portanto, fica evidente que por mais que doenças contemporâneas como o COVID-19 sejam consideradas pandemias, elas possuem soluções e a mídia precisa ajudar a manter a tranquilidade social. Assim sendo, é imprescindível que o Ministério da Saúde (MS) se comunique constantemente com o povo através das mídias sociais, principalmente rede aberta de televisão, informando sobre a realidade da doença, as prevenções necessárias e as medidas paliativas caso alguém sinta os sintomas. Tudo isso buscando acalmar e mostrando que se houver uma contribuição de todos como um organismo social, é possível proteger a população de risco e eliminar o surto epidemiológico.