Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 17/03/2020
Sempre ácido e crítico, Machado de Assis, em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, satirizava as hipocrisias e os maus hábitos brasileiros vividos no século XIX. Ainda que dois séculos tenha-sê passado desde a época em que viveu o escritor realista, nada mudou quando se observa epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados á histeria coletiva. Diante disso, cabe analisar tanto o panico coletivo quanto os desafios para a solução do empasse, como fatores desse cenário, afim de revertê-lo.
Diante desse contexto, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça á justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange seus desafios relacionados com o panico coletivo.
Ademais, a problemática encontra terra fértil no egocentrado. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão dos meios de combate a epidemia, funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar esse empasse. Logo, é dever do Ministério da Saúde, órgão responsável por dispor condições para a proteção e a recuperação da saúde, transmitir ensinamentos de profilaxia a serem tomadas. Tal ação, deve ser realizada por intermédio da mídia televisiva com propagandas criativas de fácil compreensão dos ensinamentos feitos pelo MS, afim de reverter e acabar com as epidemias presentes na sociedade.