Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 18/03/2020

O século XIV, na Europa, foi marcado pela peste bubônica, uma epidemia que foi responsável pela morte de 75 a 200 milhões de pessoas, indicando, na época, o colapso de valores e práticas do feudalismo. Paralelamente, no Brasil, as doenças epidêmicas são preocupantes e trazem resultados negativos  à sociedade: A superlotação dos hospitais e consequências danosas à saúde relacionadas a histeria coletiva.

Em primeiro lugar, as epidemias contemporâneas causam superlotações nos hospitais. No país, a estrutura destes locais não é desenvolvida o suficiente para suprir as necessidades sociais, faltando equipamentos, profissionais qualificados e leitos, ainda que exista o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem como objetivo teórico fornecer assistência a todos. Visto isso, conforme o Tribunal de Contas da União, 64% dos hospitais estão frequentemente superlotados. Assim, os riscos de vida de pacientes, funcionários e acompanhantes acrescem.

Além disso, como consequência de tal contexto, a histeria coletiva se torna presente, acarretando mais danos aos indivíduos, os quais perdem o controle das emoções e podem apresentar sintomas como tonturas, falta de ar e até desmaios. Atualmente, em 2020, o COVID-19 tem se espalhado rapidamente no mundo, trazendo pânico a esfera social, o motivo pelo qual muitos eventos foram cancelados ou adiados. Logo, a histeria é um empecilho a ser encarado.

Diante do exposto, para amenizar o impasse é necessário que o governo, como instância máxima de administração executiva, invista na saúde pública, por meio do direcionamento do dinheiro público nessa área, fornecendo mais remédios e infraestrutura nos hospitais. Deste modo, tem como finalidade, conceder auxílio médico ao corpo social que necessita, assim, a superlotação em hospitais decresceria e menos pessoas seriam contaminadas, reduzindo, também, o pânico coletivo. Só assim, o dano causado por epidemias, como o da peste negra, se reduzirá.