Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 19/03/2020

Na série “Vikings’, o povo nórdico, sem recursos financeiros, é atingido por uma peste que mata uma grande parcela da população local. Analogamente a ficção, as sociedades contemporâneas também estão suscetíveis às epidemias, e muitas delas, assim como o antigo povo da Noruega, encontram-se despreparadas. De fato, isso acontece por os estados modernos não possuírem uma reserva econômica voltada a possíveis pandemias, em consequência disso, em meio ao reduzido número de profissionais, a sociedade entra em pânico e caminha para uma histeria popular. Certamente, mudanças são necessárias.

Em primeiro lugar, um problema que deve ser resolvido é a falta de compromisso do estado em ter uma reserva econômica direcionada a contenção de futuras epidemias. Factualmente, segundo o filósofo Schopenhauer, no seu pensamento idealista, o dinheiro de um povo representa saúde e força, uma vez que na contemporaneidade o capital é essencial ao suporte de crises na saúde. Por exemplo, em caso de epidemias, com o alto número de doentes em seu território, o país deve investir nas melhoras hospitalares e no aumento do número de profissionais de saúde para suprir toda a necessidade. Contudo, sem dinheiro reservado, nada disso é possível. Por isso, é mister que o país possua uma reserva econômica destinada a problemas desse tipo.

Outrossim, em consequência do despreparo estatal, a situação social choca o povo que se desespera e teme o pior. Com certeza, a histeria popular é resultado de uma despreparação pública, uma vez que países dotados de reservas econômicas conseguem conter o medo da população. Por exemplo, a Itália que, perante a crise “COVID-19”, financiou a antecipação da formatura de parte dos seus médicos para montar uma equipe preparada para atender todos os necessitados. Indubitavelmente, com um time de profissionais disponíveis, que só foi possível por conta das reservas econômicas do país, o povo se sente mais seguro, dando espaço para o governo garantir o fim da epidemia, já que a situação da saúde individual está resolvida.

Por fim, cada país deve criar uma reserva de dinheiro voltada à contenção de epidemias. Decerto, essa medida deve ser tomada pela repartição estatal responsável pela saúde de cada país, que deve arrecadar parte da verba tributária anual para direcionada à reserva. Não só, o dinheiro deve ser armazenado nos cofres públicos, e possuir uma junta fiscal de profissionais, remunerados a partir do imposto pago pela população, que devem garantir que a verba seja gasta somente em situações de epidemias. Sem dúvidas, com essas medidas, a sociedade não será pega desprevenida assim como o Vikings, tornando-se eficiente no combate as doenças e a histeria popular.