Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 18/03/2020
Na Idade Média, a Peste Negra foi a doença responsável por uma das maiores pandemias da história humana, que dizimou milhões de pessoas na região denominada Eurásia. Paralelamente, no contexto hodierno, o vírus responsável pelo coronavírus (COVID-19) constitui uma enfermidade respiratória em curso em esfera global, haja vista que esta alastrou-se para diversos continentes atingindo, inclusive, o território brasileiro. Com efeito, a negligência da sociedade para com os mecanismos de prevenção e a ausência de medidas públicas inclusivas e efetivas têm agravado tal cenário caótico, o que torna mister expor e viabilizar medidas para mitigá-lo.
Em primeiro plano, é imperativo pontuar que a falta de cuidados da população tem-se feito um desafio mundial no que tange ao quadro de epidemias contemporâneas, agravando a histeria coletiva. Um exemplo disso se deu no Brasil, no dia 15 de março de 2020, na praia de Copacabana do Rio de Janeiro, em que esta ficou lotada mesmo com a cidade em estado de alerta devido à chegada do COVID-19 no local. Tal cenário demonstra, de forma evidente, a negligência da sociedade para com os mecanismos de prevenção em relação às doenças de alto índice de contágio. Assim, é essencial que mudanças de hábito sejam realizadas,em prol de um bem-estar coletivo.
Outrossim, a falta de ações públicas efetivas e inclusivas para o controle de epidemias constitui um obstáculo relacionado à histeria coletiva na contemporaneidade. Tal fato atrelado à desigualdade regional afeta, sobretudo, locais com menor infraestrutura urbana e hospitalar, em que a ausência de recursos e a baixa disponibilidade de informação impedem a proteção social contra agentes infecciosos. Logo, é substancial que o Poder Público tenha uma atuação mais promissora nessas regiões mais vulneráveis.
Em síntese, urge que medidas sejam concretizadas para amenizar os desafios relativos ao surto coletivo, devido às doenças de alta proliferação na contemporaneidade. Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio de verbas públicas, destinar mais recursos financeiros e hospitalares para regiões de maior vulnerabilidade socioeconômica, além de trazer mais informações a esses locais, a fim de reduzir significativamente a desigualdade regional no que tange aos mecanismos de proteção contra enfermidades contagiosas. Além disso, o Ministério da Saúde deve, a partir de parcerias com redes televisivas, promover ações de conscientização quanto aos hábitos de prevenção em programas com grande audiência , mediante exemplos didáticos e lúcidos, ilustrados por profissionais da saúde. Dessa forma, será possível romper com os obstáculos gerados por epidemias no contexto hodierno.