Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 18/03/2020
Durante o século XIV, surgiu na Ásia uma das mais trágicas epidemias que assolaram o mundo ocidental, a Peste Negra, deixando uma estimativa de 200 milhões de mortos. Na hodiernidade, apesar dos avanços da medicina, epidemias continuam a aparecer, com doenças tendem a se espalhar mais rapidamente pelo globo, acarretando inúmeras mortes e uma grande histeria coletiva, o que agrava o problema. Faz-se necessário, portanto, debater a questão, a fim de atenuá-la.
Diante desse cenário, é importante ressaltar os motivos que contribuem para o surgimento de epidemias, como a falta de saneamento básico de regiões, além da higiene precária e a poluição, o que torna os ambiente mais favoráveis à disseminação de doenças. Não obstante, com o advento da globalização e a facilidade de transporte entre diferentes locais, a propagação é acelerada, acentuando a problemática. Em 2019, as companhias aéreas transportaram 4,5 bilhões de passageiros, o que revela a intensidade dos fluxos populacionais, fato que contribui para o rapidez da transmissão de patologias.
Ainda convém lembrar a histeria coletiva causada quando uma epidemia atinge determinada região, incentivada especialmente pela mídia, a qual se utiliza da situação para gerar uma catastrofização da realidade, o que gera maior engajamento da população pelas notícias. De acordo com as ideias do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento acerca do mundo. Dessa maneira, nota-se que a falta de informação torna as pessoas alienadas e mais suscetíveis a acreditarem nos exageros midiátios, gerando pânicos muitas vezes prejudiciais ao controle da doença.
É perceptível, assim, que, com a globalização, doenças são propagadas mais rapidamente, o que pode ser agravado pela histeria da população, muitas vezes instigada por grupos que se beneficiam com tal atitude. É imprescindível, dessa forma, que o Governo controle a reincidência de diversas doenças por meio da disponibilização de verbas, as quais auxiliem na reforma de hospitais e na compra de medicamentos, a fim de preparar os municípios para atender a população. Ademais, é necessário que as escolas possam acalmar os seus alunos por meio de aulas direcionadas, nas quais profissionais qualificados possam explicar a situação real de epidemias, sem o sensacionalismo midiático, a fim de reduzir a histeria causada. Logo, será possível minimizar o problema, garantindo que toda a sociedade possa receber o amparo necessário.