Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 18/03/2020

O seriado americano “The Walking Dead” retrata um cenário fictício em que um vírus se espalha pelo mundo, o que provocou caos e pânico em escala global. Não limitado ao universo cinematográfico, epidemias, tais como o coronavírus, têm gerado um impacto na sociedade que extrapola a área da saúde: a histeria coletiva. Para superar esse desafio, questões sociais e políticas devem ser analisadas.

Em primeiro plano, é importante destacar que as novas tecnologias corroboram a intensificação dessa problemática. Isso acontece porque a Revolução Técnico-Científica-Informacional proporcionou a difusão da internet em praticamente todo o mundo. Tal ferramenta, apresenta o aspecto positivo de propagar notícias em tempo real. No entanto, isso torna-se nocivo para a sociedade, já que o acesso a notícias ruins é facilitado, elaborando um cenário no imaginário da população que extrapola o que acontece de fato. Além disso, notícias tendenciosas e falsas também circulam nesse meio, o que agrava ainda mais essa situação.

Outrossim, no Brasil, o sucateamento do ensino também é uma das causas desse quadro. Tal apontamento ocorre pois o estudo universitário é banalizado no país, principalmente as áreas científicas. Isso pode ser comprovado porque o próprio presidente, na figura de chefe de Estado, referiu-se as faculdades como locas de “balbúrdia”, no ano de 2018. Consequentemente, uma sociedade que descredibiliza a ciência é instaurada, e no lugar de atribuir um aspecto de respeito e esperança vinda desse ramo, é espalhado descrença e medo.

Fica evidente, portanto, que as novas tecnologias e o descaso político dificultam a contenção de epidemias contemporâneas e intensificam a histeria coletiva. Para reverter esse quadro, as mídias televisivas, em parceria com o MEC, devem,po rmeio da programação jornalística, explicar a população como se previnir de epidemias e evitar noticiar a todo momento esse assunto. Desse modo, as histeria poderá ficar limitada ao universo fictício dos seriados e filmes.