Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 24/04/2020
Desde a primeira pandemia já registrada no Egito em 430 a.C. pela febre tifoide, o mundo vem enfrentando diversas pandemias que podem dizimar cidades inteiras. Além disso, no planeta globalizado os impactos na economia são intensos pois todos os mercados internacionais dependem uns dos outros e com o alastramento de uma enfermidade a maioria dos países fecham seus portos para o surto passar. Outrossim, a mídia do pânico promove desespero e caos na população que fica neurótica a respeito da doença e a cada pequeno sintoma procura a ajuda do governo, além de afetar o sistema de saúde local e fomentar a superlotação em hospitais.
Convém ressaltar, que segundo o jornal online Uol Economia, o COVID-19 deve causar perdas de um trilhão de dólares à economia, ou seja, isso é uma das consequências geradas na economia global pelo fechamento de portos e a não exportação e importação de produtos que acabarão ficando presos em seus próprios territórios e decorrentemente não movimentando a economia. Outrossim, ao declarar quarentena aos países afetados a OMS estaria deixando os comerciantes locais sem consumidores e sem uma renda mensal para se sustentar, causando uma redução na qualidade de vida populacional e promovendo o fechamento das pequenas empresas e negócios no território nacional.
Em segunda análise, a mídia é a grande influenciadora de opiniões na contemporaneidade e ao tratar de assuntos como pandemias acaba por incentivar o alarde da população em relação à enfermidade, causando preocupações e superlotando postos de saúde e hospitais. Além de que, parte dos meios de difusão de conhecimento originam notícias incoerentes a respeito da prevenção e do tratamento das doenças e consequentemente fomenta a ignorância populacional e a disseminação de um conhecimento errôneo. Isso é consoante com o pensamento de George Orwell que profere que a mídia controla a massa, ou seja, a mídia controla as pessoas ao passar as informações sensacionalistas ou incoerentes para a população.
Sob tal prerrogativa, o órgão responsável pela economia de cada país, como o Ministério da Economia por exemplo, deve congelar as produções das empresas com o objetivo evitar uma crise de superprodução por meio de comunicados oficiais a respeito da crise econômica mundial e da deficiência de exportações, além de que, deve-se auxiliar os pequenos comerciantes para evitar o colapso da economia das pequenas empresas. Ademais, a instituição responsável pela saúde e bem-estar de cada território deve divulgar as devidas formas de prevenção e tratamento da epidemia por meio das principais mídias como Facebook e Instagram e com o objetivo de evitar a disseminação da enfermidade e consequentemente impedir a manipulação da mídia conforme os princípios de Orwell.