Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 30/03/2020

H1N1, Ebola, e SARS-CoV-2 são vírus que, já no início do século XXI, causaram medo e insegurança. É possível afirmar que, junto às epidemias iniciadas por estes e outros patógenos, ocorre um aumento de notícias falsas e a piora da qualidade de vida cognitiva. Nesse sentido convém analisar as consequências e possível solução para essa problemática.

Inicialmente é importante verificar o principal desdobramento da disseminação de informações inverídicas em crises de saúde. Um estudo realizado pelo MIT revela que as “fake news” são espalhadas 70% mais rapidamente que as notícias verdadeiras. Diante desse quadro preocupante é possível que, acreditando em inverdades, parte da população se coloque em situação de risco provocando uma soma no número de doentes.

Vale também ressaltar a sequela cognitiva que grandes epidemias provocam em grupos sociais. Diante de uma grande crise na saúde, o medo e a ansiedade se replicam como células cancerosas. Sob essa perspectiva é eminente a piora da saúde mental da população, possibilitando ondas de ações pouco pensadas que podem por em perigo tanto o  indivíduo quanto o grupo social.

Cabe à OMS, portanto, amenizar os efeitos danosos das “fake news” e dos sentimentos ruins que catapultam a histeria coletiva em meio a pandemias. Utilizando-se de meio de comunicação de massa, como a televisão, a autoridade maior da área da saúde pode divulgar informações confiáveis que, por sua vez, esclarecerão as incertezas e diminuirão o possível aumento de doentes, do medo e da ansiedade. Dessa forma é possível controlar alguns dos desafios decorrentes das epidemias e prover uma melhor qualidade de vida para a população.