Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 24/03/2020

É notório que os países estão com todas as atenções voltadas para as epidemias que surgiram nos últimos anos, como H1N1, sarampo, influenza e dengue. A mais recente epidemia teve origem na china, o SARS-COV2, conhecido como coronavírus. Nota-se uma característica muito comum entre as epidemias: o desenvolvimento da chamada histeria coletiva, que podem trazer problemas graves para o psicológico de uma sociedade.

Sabe-se que a histeria coletiva é causada pelo pânico das pessoas com medo de morrer ou de colocar em risco algum ente querido, por conta da facilidade de contaminação e transmissão do vírus. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, a chance de contaminação por coronavírus é de aproximadamente 85%, através do contato de objetos compartilhados. Já a taxa de mortalidade dessa epidemia está abaixo de 3% em pessoas acima de 60 anos e menos de 1% para jovens entre 15 a 25 anos. Entretanto, milhares de pessoas não levam em consideração a taxa de mortalidade e fixam a atenção somente na taxa de contaminação, o que levam ao estado de pânico e prejuízo a saúde mental.

Além disso, é indiscutível que os problemas causados pela histeria coletiva são piores do que o vírus em si. Os meios de comunicação são os mais responsáveis pelo aumento do nervosismo e descontrole das pessoas. Grande parte das reportagens mostram apenas o crescimento desenfreado dos números de pessoas contaminadas e não deixam claro os números de pessoas já curadas, nem mesmo mostram a importância de manter a calma nessas horas. Segundo o jornal Data Folha, de São Paulo, a histeria coletiva pode acarretar na redução de 25% da eficiência dos tratamentos de doenças respiratórias. Portanto, é explícito a influência do psicológico em  situações que envolvam risco de morte.

Dado o exposto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Ministério da Saúde deve impor medidas para minimizar a histeria coletiva e aumentar a esperança das pessoas. Uma medida mais eficiente, seria através do trabalho da saúde em conjunto com os meios de comunicação para divulgarem os números relacionados à cura dos pacientes infectados, bem como relatar a eficiência dos tratamentos nos hospitais públicos. Além disso, mostrar a importância das equipes de saúde que estão na linha de frente ao combate das epidemias. Dessa forma, alimenta-se as esperanças das pessoas envolvidas.