Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 19/03/2020

É inegável o avanço e surgimento de diversas doenças que têm potencial para de tornarem epidemias ou até mesmo pandemias mundiais. No entanto, o problema reside no fato de que as pessoas tendem a criar uma histeria generalizada quando se sentem ameaças com algo que desconhecem, o qual somente serve para agravar ainda mais a situação. Em geral essa adversidade tende a ocorrer quando há uma pesada carga de contúdo sendo apresentado pela mídia, bem como a falta de informações adequadas.

A mídia exerce hoje, na sociedade, uma intensa influência, a qual está diretamente ligada a maneira com que as notícias ou informações são passadas ao telespectador. Quando se trata de epidemias e doenças transmitidas com facilidade como a dengue ou o novo coronavírus (Covid-19), os meios de comunicação tendem a passar uma extensa quantidade de matérias que acabam por gerar uma sensação de preocupação exacerbada, que produz medo e incita uma histeria coletiva na população. Dentre os diversos aspectos negativos desse histerismo, que podem ser citados, os mais preocupantes giram em torno do fato de que as pessoas começam a se tornar egoístas e tomar atitudes as quais visam somente o seu bem estar, como ir ao mercado e comprar produtos em quantidades exageradas, o que acarreta uma falta de mantimentos e uma desigual distribuição de suprimentos à populaçao em geral. Segundo uma reportagem da folha de São Paulo, sobre a situação dos mercados no mundo, Potugal e Espanha já fecharam os estabelecientos por falta de mercadorias.

Ademais, mesmo com a mídia lotando os canais de comunicação nem sempre o conteúdo passado é o que a grande maioria entende ou tem acesso. Quando há deficit de informação referente a uma doença de escala global como o Covid-19 , boa parte dos habitantes se desespera, pois está despreparado para enfrentar a epidemia e tende a ter comportaemntos muitas vezes perigosos, como por exemplo, quando sente algum sintoma corre logo para o pronto atendimento ou hospital mais próximo, sendo que a recomendação é somente quando sentir falta de ar ir para uma unidade de tratamento, do contrário o ideial é permanecer em casa, posto que indo ao local onde as pessaos estão mais vulneráveis o risco de contágio aumenta.

Logo, a fim de minimizar as possíveis causas que levam a uma histeria coletiva, medidas se fazem necessárias. O Ministério da Saúde, deve estabelecer informações padrão e de fácil entendimento que sirvam de exemplo para toda a mídia, por meio de um pronunciamento ao vivo, bem como liberar equipes devidamente protegidas e especializadas que levem esse conhecimento a quem não tem acesso a tv, para que com isso as taxas de transmissão e o medo do desconhecido dimimuam.