Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 19/03/2020

No início do século XIV, a Europa sofreu com uma epidemia de peste negra. De certo, a desinformação da população sobre medidas de contenção da doença, fazia com que o povo pensasse na morte como único fim de quem adquirisse a enfermidade. Sem dúvida, isso gerou uma histeria que foi responsável por prejudicar a sociedade. De fato, semelhante à idade média, a sociedade atual enfrenta dificuldades em vencer as epidemias, uma vez que repartições estatais são levianas em informar a sociedade sobre as medidas de preventivas. Não só, em consequência disso, a contaminação atinge níveis elevados, que resultam em histerias prejudicais a sociedade. certamente, mudanças são necessárias

Primeiramente, é fato que as medidas de contingência de uma epidemia devem ser conhecidas pela população, visto que não transmitir o agente patológico é um passo crucial para o fim da crise. Factualmente, segundo o sociólogo Foucault, no livro “Microfísica do poder”, o Estado deve prover ensinamentos que promovam a saúde coletiva, solucionando as crises biológicas. Certamente, com esse pensamento, o pensador quis pontuar que uma forma do estado solucionar epidemias é instruir a população de medidas preventivas. Por certo, a conscientização do povo é uma arma eficaz para erradicar a doença, entretanto, o estado é falho nesse quesito, e acaba promovendo um crescimento do número de doentes e um decrescimento da esperança da população.

Outrossim, com a diminuição da esperança da população, o povo, assim como o do século XIV, começa a entrar em desespero, alastrando a crise a outros eixos sociais. Inegavelmente, o sociólogo Durkheim, no seu livro “suicídio”, defende que a falta de confiança da população leva à histeria popular, que tem como o seu fim o Suicídio. Sem dúvida, com esse pensamento, o pensador quis explicar que, assim como na crise medieval, caso não haja medidas para evitar a propagação da doença, quando o número de mortes da epidemia superar as expectativas do povo, a população, sem fé e dotado de histeria, prejudicará, toda construção social. Não só, evitar tal cenário é urgente.

Por fim, é necessário que o estado ensine à população as medidas de contingencia da epidemia, para que o número de casos não cresça e não ocorra histeria. Indubitavelmente, a repartição estatal de cada país, deve promover palestras nas escolas que ensinem como a sociedade deve se portar nas pandemias. Não só, essas palestras devem ser financiadas pela verba tributária e ministradas por profissionais que ensinem, por exemplo, medidas higiênicas que ajudarão na contenção do agente patológico. Inquestionavelmente, com essas medidas, a sociedade caminhará para longe do cenário vivenciado na Europa do século XIV.