Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 20/03/2020
Sob o viés constitucional, promulga a saúde como direito de todos os cidadãos e dever do estado medidas socioeconômicas que visem à redução do risco de doenças em território nacional. No entanto, em relação ao combate às doenças epidemiológicas, percebe-se a falha na efetivação do que é garantido pela Constituição, visto o aumento dos casos súbitos de epidemias. Desse modo, vale ressaltar as novas manifestações sociais e o precário estado do saneamento básico, os quais causam conflitos sociais que necessitam ser amenizados.
Em primeiro plano, atualmente, mobilizações sociais têm se alastrado por todo território nacional, conquistando direitos e garantindo o promulgado pela Constituição regente - todos têm direito à liberdade de expressão. Assim, conforme o jornal online “BBC News”, em 2013 surgiu o movimento “antivacinal” que tem como objetivo, evitar a vacinação de recém-nascidos contra doenças virais. Nessa perspectiva, doenças que foram erradicadas no início do século XX voltam a aparecer, como o caso do Sarampo e da Caxumba, os quais vêm causando sérios problemas à sociedade por conta do seu aumento súbito.
Em segundo plano, além do movimento antivacinal, as precárias condições do saneamento básico e sua falta, principalmente, em subúrbios e zonas rurais corroboram ao problema de se combater epidemias no Brasil, uma vez que esses lugares estão mais aptos às erosões e enchentes que são as principais causas do surgimento dessas doenças. Nesse contexto, segundo o portal G1 notícias, cerca de 50% da população brasileira não possui tratamento de esgoto. Nesse período, apesar de estar em vigor a dez anos a lei de Saneamento Básico, esse sistema é desprovido por metade da população, evidenciando a vulnerabilidade da nação de contrair doenças e repassa-las aos demais indivíduos, causando a persistência de epidemias.
Em razão disso, o Governo, por intermédio dos Ministérios de Desenvolvimento Social e da Saúde, deve desenvolver, em praças públicas, palestras ministradas por médicos e profissionais da área microbiológica, objetivando orientar os pais sobre a importância de vacinar suas crianças, visando a diminuição do movimento antivacinal que atinge toda a massa populacional. Ademais, por ser direito dos cidadãos o saneamento básico, deve-se instigar nessas mesmas oficinas petições aos governantes referente à construção e manutenção desse bem para amenizar às doenças.