Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 20/03/2020

A Peste Negra foi uma doença que causou pânico, devastando dois terços da população europeia que agiu de forma precipitada. Em paralelo, a histeria coletiva perdura como um problema no que concerne a crises econômicas mundiais e interesses privados. Sendo assim, é fulcral a tomada de medidas que mitiguem o infortúnio.

A priori, a economia global se encontra em colapso com as atitudes em massa, como a desvalorização econômica causada pela perda exponencial de ações. Sob esta ótica iminente, o COVID-19 é exemplo da instabilidade financeira causada pelo “Efeito Manada”: uma vez que grandes investidores retiram seu dinheiro de ações, vários outros os repetem, desestabilizando o mundo financeiro. Destarte, empresas e negócios pequenos estão em risco de crise, refletindo a necessidade de criar estabilidade no ramo laboral.

Concomitantemente, empresas ojerizam a população, usando do temor geral para acentuar as vendas. Consoante ao fato, o historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda expõe em seu livro “Raízes do Brasil” o conceito de “cordialidade”: o brasileiro não consegue diferenciar o interesse público do particular e age apenas em benefício próprio. Dessarte, os produtos cobiçados em momentos graves são inflacionados, restringindo-os a quem pode pagar pelos preços elevados, independe da situação nacional, revelando a imprescindibilidade de viabilizar o acesso igual.

Portanto, com o fito de evitar que funcionários entrem em instabilidade, o Ministério da Economia, responsável pela política nacional econômica, deve incentivar a criação de reservas de emergência, por meio de campanhas midiáticas que mostrem a importância de se previnir pra possíveis crises, caso haja isolamento social ou perca do emprego. Ademais, as PROCON’s de todos os estados devem punir os preços inflacionados, por intermédio de ligações de denúncia, divulgando um número de contato para mobilizar a população e viabilizar a todos o acesso a produtos. Somente assim a sociedade hodierna pode superar o “Efeito Manada” e evitar histórias como a da Peste.