Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 21/03/2020

Consoante a Primeira República brasileira no século XX, ocorreu a primeira política emergencial para conter o avanço das epidemias urbanas; embora ter sido uma ação governamental autoritária, pois era obrigatório a vacinação da população sem haver campanhas informativas nas cidades. Nesse contexto, atualmente, ainda é um desafio o combate das doenças no Brasil. Diante disso, deve-se analisar a ausência de investimentos do Governo na área da saúde e a falta de programa midiáticos a fim de orientar o tecido social sobre as formas de prevenção.

Primeiramente, a ausência de investimentos do Governo na área da saúde é responsável pelas epidemias contemporâneas. Isso porque, com a crise política e econômica desde o ano de 2014, houve uma redução de verbas destinadas aos centros de pesquisas e ao SUS (Sistema Único de Saúde). Consequentemente, muitos estados no país tiveram baixo abastecimento de vacinas, preservativos e remédios. Logo, é fundamental o apoio dos governantes para priorizar as necessidades básicas nos centros de atendimento de saúde pública, no intuito de resolver essa problemática.

Em segundo lugar, nota-se, ainda, que a falta de programas midiáticos com a finalidade de orientar o tecido social sobre as formas de prevenção também é um problema atual. De acordo com o filósofo Habermas, qualquer contratempo é solucionável com base no diálogo e na disseminação de informações. Nesse sentido, desde a República Velha, há escassez de propagandas televisivas - devido o auto potencial de alcance populacional - para educar os indivíduos a manterem a vacinação e a higienização em dia. Portanto, é importante ter uma conscientização coletiva para acabar com as epidemias existente.

Por fim, após os argumentos mencionados, é preciso de medidas profiláticas para sanar com esse impasse na contemporaneidade. O Governo Federal deve aumentar as verbas econômicas destinadas a saúde pública, por meio de parcerias com empresas privadas, para auxiliar no desenvolvimento de tratamentos e na formas de prevenção das doenças de auto contágio, a exemplo da varíola. Essa ação pode ser melhor executada com o apoio midiático para divulgar orientações médicas, a fim de conter as epidemias.