Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 21/03/2020
Em meio a crise causada pela pandemia do coronavírus, o governo brasileiro divulgou um mensagem de alerta. Nela o poder público afirmava que a fake news se propaga com maior velocidade do que o próprio Covid 19. A preocupaçao do governo era alertar a população para que não entrasse em pânico com notícias falsas, visto que grande parte da histeria é causada por opiniões de não especialistas. Nesse contexto, evidencia-se a responsabilidade de opinadores de plantão, principais responsaveis pelo descontrole emocional da população.
A priori, é com o advento da pós modernidade que a autoridade perde parte de sua autoridade, não somente igrejas, estados, familia, como tambem especialista não resistem a frustração de uma sociedade sem respostas para seus principais dilemas. Segundo o apóstolo Paulo, o futuro seria caracterizado pela presença de homens amantes de si mesmos. Dessa maneira, o sujeito se torna individualista, suas opiniões valem tanto quanto a teoria fundamentada de uma autoridade. Em virtude disso, o descontrole emocional nos momentos de crise é agravado pela falta de convicções fundamentadas.
Em segundo lugar, o principal responsável pelo descontrole da sociedade ganhou espaço com a crise da autoridade. Observa-se que o brasileiro resiste a uma opinião de uma pessoa competente, mas se mostra receptível a opinião não cientifica. Se o especialista informa ponderando suas palavras, não é o caso dos aproveitadores, manifestam opiniões de forma imoderada, por vezes até beirando a irracionalidade. Tentando suprir a falta de respostas da populacão, esses sujeitos criam suas próprias teorias.
Diante do exposto, evidencia-se a necessidade de atuação do poder público, executando medidas que visem garantir o lugar de fala privilegiado dos especialistas, especialmente em momentos de crise, bem como criando instrumentos que possam identificar e coibir a propagação de noticias falsas que contribui para histeria da população.