Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 21/03/2020
O ser humano, apesar de sua complexidade física e mental, é um animal com instintos intrínsecos. Um destes instintos é o de entrar em pânico em casos de emergência, onde a solução do problema não é visível a priori, tal como epidemias. Essa histeria generalizada apenas traz problemas, fazendo as pessoas tomarem ações irracionais e instigando outras a fazerem o mesmo.
Durante surtos de doenças contagiosas, é comum pessoas entrarem em um frenesi de compras em supermercados e farmácias para se protegeram da enfermidade. Esses indivíduos, tomados pelo medo, compram mais do que precisam e esvaziam as lojas de materiais que outras pessoas também precisam, como comida e remédios.
Esse pânico em massa também possui uma tendência de se disseminar entre a população. Seja assistindo notícias preocupantes sobre o número de infectados ou vendo informações em redes sociais sobre pessoas estocando materiais ou prateleiras vazias, a histeria coletiva se propaga através de pessoas que divulgam um comportamento já influenciado pelo medo, incentivando as outras a fazer o mesmo.
O medo de uma ameaça é um mecanismo inerente a todos os animais, inclusive o homem. Porém no caso da imanidade, é importante não deixar o medo travar o lado racional, sob o perigo de trazer a tona ações imprudentes que apenas pioram a situação. Em casos de epidemia, é necessário manter a calma, consumir recursos de forma prudente e analisar com cautela as informações da mídia e da internet. A histeria pode ser mental, mas é tão contagiosa e perigosa quanto uma doença.