Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 22/03/2020

O filme: “Contágio”, produzido em 2011, retrata a situação de um vírus que atinge rapidamente todos os países em esfera global e, consequentemente, repercute caos em todos os setores da saúde, economia e sociedade em geral. Visto que se passaram 9 anos após o lançamento do longa-metragem, é notável que todo o cenário está se repetindo em vida real com o surto do letal vírus Covid-19 no mundo inteiro. Sobretudo, deve-se manter a ordem em meio à histeria coletiva em que vivemos para que não se alastre ainda mais o desespero da população.

Em primeiro lugar, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o Corona vírus é um viral que atinge o sistema respiratório, sendo de fácil contágio em que, por ser assintomático no início, o portador do vírus pode passar para dezenas de pessoas apenas ao cumprimentar ou até mesmo ao tocar em alguma superfície e outra pessoa tocar no mesmo local sem ao menos saber que está doente. Sendo assim, em tempos de comunicação rápida devido ao advento das redes sociais, as fake news levam a grande maioria das pessoas ao pânico desnecessário e, com isso, problemas psicológicos como a ansiedade e a depressão se tornam outras epidemias que atingem a todos de maneira exponencial.

Ademais, de acordo com o filósofo Augusto Comte, “as sociedades são como grandes organismos vivos em que cada setor funciona como um órgão e um depende do outro para o bom funcionamento do indivíduo”. Desse modo, de maneira análoga ao pensamento de Comte, toda a área da saúde, que trabalha incessantemente para conter o vírus, precisa que a população não entre em colapso e que obedeçam as orientações de permanecerem em casa com higiene redobrada para segurança de todos.

Infere-se, portanto, que para estacionarmos a reprodução da pandemia, os governos dos respectivos países onde há o surto do vírus devem criar um sistema de monitoramento de notícias falsas que circulam na internet para evitar histeria em massa. Em adição, o jornalismo televisivo deve orientar as pessoas a ficarem em isolamento, porém, sem sensacionalismo, pois a grande população de idosos que assistem televisão, além de pertencerem ao grupo de risco, possuem a saúde emocional sensível, o que deve ser imposto com cautela nos telejornais. Desse modo, é possível que os cidadãos encarem com menos pânico a situação em que vivemos e levem de forma mais leve para, conforme Augusto Comte, mantermos o bom funcionamento do organismo como um todo.