Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 24/03/2020

O uso de máscaras não filtra o desespero

Quando uma doença se espalha em larga escala e em um curto período de tempo é chamada de epidemia. Um claro exemplo é COVID-19, que não está acarretando apenas problemas ligados a saúde física, podendo também indiretamente gerar distúrbios psicológicos em massa. É o caso da histeria coletiva, a qual segundo o livro “Estudos sobre a histeria” de Sigmund Freud, é uma variante anormal do comportamento, com origem totalmente psíquica. Consequentemente afetando a o mercado financeiro mundial e a vida da maioria das pessoas.

Considerando a situação vivida atualmente, causada pelo Corona vírus, o qual possui como uma de suas vítimas o mercado. Devido ao fato de que com sua disseminação, o medo se espalhou em proporção igual, resultando nos baixos investimentos e declínio nas vendas e lucros. De acordo com a revista Time, as ações estadunidenses perderam quase 12% do seu valor total e US$3,5 trilhões esmaeceram do mercado acionário. Provando que um dos principais problemas de grandes surtos epidêmicos é a histeria coletiva. Todavia, segundo um artigo da Globo algumas empresas do ramo farmacêutico estão se beneficiando com o vírus.

Com a dispersão de informações sobre o novo surto epidêmico, muitas delas causando desespero e medo ou a própria histeria em massa. Assim, diante desse cenário torna -se claro o quanto as pessoas são influenciadas pela mídia, tendo comportamentos fora do comum como a compra excessiva de alimentos, de produtos de higiene pessoal, principalmente álcool e gel e máscaras. Dessa forma faltando para as minorias, agravando suas condições de vida, as quais na maioria dos casos são a falta de saneamento básico e hábitos precários de higiene, contribuído para a proliferação do vírus.

Portanto, para reduzir os problemas causados pelas epidemias, relacionadas a histeria coletiva, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, que a SECOM(Secretaria Especial de Comunicação Social), crie programas de conscientização por meio de redes socias, e terá como público alvo a população em geral, cujo objetivo será influenciar a busca de fontes de informação confiáveis e para não se desesperar nessas situações e imitar ações de alheios. Dessa forma as pessoas estarão lúcidas sobre a real situação vivida. Assim, talvez cenários como a falta de acessibilidade a certos produtos, permaneçam em filmes apocalípticos