Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 22/03/2020
À frente das mudanças
René Descartes, conhecido como o Pai da Filosofia Moderna, no século XVII, dizia: “Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis “. Embora séculos tenham se passado, desde a época em que viveu o filósofo francês, questões como o agrave das epidemias ,no Brasil, ainda são considerados problemas difíceis de serem solucionados, tendo em vista as falhas nas medidas de precaução e as divergências nos meios informacionais . Isso preocupa a sociedade brasileira, por ser a causa de bastantes obstáculos sociais.
Diante disso, há quem diga que um país, cuja população receba de forma democrática o acesso a saúde pública, é utópico .Em virtude disso, há de se questionar acerca de que mundo deseja-se para os bisnetos, confirmando questionamento do filósofo Richard Roty. Na nação hodierna, com o auge da globalização e do sistema politico vigente,aumenta a desigualdade humana, acarretando um desequilíbrio dos direitos garantidos pela constituição,ocasionando doenças advindas das falhas de higiene social.
De modo complementar, o óbice intensifica-se quando não é dada a devida resolução ao pleito, tendo em vista as redes e os fluxos de informações como forma básica de proteção. Diante do fato, Nicolau Maquiavel, filósofo italiano, refletia sobre as dificuldades em buscar modificações na sociedade, uma vez que dizia: “Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança “. Logo,facilitar os desafios ao caos coletivo, será a tarefa árdua, mas possível.
É mister, portanto, que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge, então, que o Governo Federal,juntamente com a OMS (organização mundial da saúde), com ajuda das empresas de telecomunicação, elaborem informações precativas,a modo que fique acessível a todos, além de garantir os direitos básicos populacionais, com intuito de decrescer a proliferação de doenças.É papel do Poder judiciário fazer cumprir a Constituição brasileira,promovendo ações jurídicas pertinentes contra os criadores de “fake news” e com cidadãos que não seguirem as devidas medidas governamentais. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, problemas considerados difíceis de serem solucionados, poderão tornar-se fáceis, desde que se tenha coragem de estar à frente das mudanças.