Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 22/03/2020

De acordo com a Constituição Federal de 1988, é garantido por lei que o Governo deve estabelecer o controle e a paz da população. Entretanto, no Brasil, esse direito não é concretizado, principalmente, em relação à epidemias que surgem em determinadas regiões, logo, o descontrole dessa situação é incentivado hodiernamente. Desse modo, é evidente que medidas devem ser tomadas para superar os desafios relacionados à histerias coletivas, causadas por uma epidemia, que são constituídos seja pela omissão governamental, ou pela publicação de notícias exageradas por parte da mídia.

Em primeiro plano, nota-se que o descaso estatal no que se refere ao desespero populacional fomentado por doenças epidêmicas, é um obstáculo que deve ser amenizado. Além disso, segundo o filósofo grego Aristóteles, " O Governo deve agir de modo que por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado". No entanto, o poder governamental faz “vista grossa” no que concerne à saúde publica e medidas profiláticas para atenuação de certa epidemia, causando, consequentemente, o descontrole populacional que por sua vez é incentivado pela falta de recursos do estado, promovendo o ponto de vista negativo por parte da sociedade. Dessa forma, o Estado deve promover mudanças em locais mais vulneráveis, produzindo a isonomia coletiva da frase aristotélica.

Outrossim, é indubitável que parte das mídias acabam exagerando nas notícias e estatísticas sobre determinadas epidemias contemporâneas. Ademais, parte dos meios de comunicação se baseiam em taxas de incidência de uma determinada epidemia, segundo o site de noticias EXAME. Portanto, é notório que as mídias aplicam em suas estatísticas apenas o potencial biótico, que define-se como a capacidade máxima de reprodução de uma espécie biológica. Nessa perspectiva, é evidente que não são aplicados os meios de resistências, ou seja, as medidas profiláticas da população, e, consequentemente, a histeria coletiva da sociedade por meio das noticias exacerbadas por parte da mídia. Dessa maneira, é imprescindível que os desafios sejam minimizados para reverter as causas do desequilibrio populacional relacionadas às epidemias contemporâneas.

Em síntese, é imperioso que o Tribunal de Contas da União (TCU) direcione verbas que, por intermédio do Ministério da Saúde, serão revertidas em criação de hospitais e melhoria nos saneamentos básicos em áreas com maiores índices de contaminações, com o intuito de mitigar doenças e impedir que epidemias se torne pandemias mundialmente. Adicionalmente, é indispensável que parte dessa verba seja revertida em criação de propagandas e comerciais nas mídias, a fim de fornecer as informações de profilaxias necessárias para controlar as histerias coletivas na sociedade. Contudo, a paz e o controle populacional garantidos pela Constituição serão concretizados.