Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 29/03/2020
O filme “Contágio”, lançado em 2011 e dirigido por Steven Soderbergh, conta a história de uma executiva americana que viaja para a inauguração de uma fábrica da China e, repentinamente, é infectada por um vírus misterioso. Dali por diante, a personagem passa a transmitir a doença a outras pessoas, enquanto o surto se transforma em uma pandemia. Nesse sentido, vale destacar, atualmente, o novo Covid-19 que espalha-se pelo mundo de forma exponencial em diversos países, incluindo o Brasil. Dessa forma, é pertinente confirmar os desafios que as autoridades enfrentam acerca da prevenção de uma misteriosa patologia.
Primeiramente, é necessário apontar que a população atual vive um mundo hiperconectado e desinformado. Em outras palavras, o excesso de informações incompletas atualizadas em tempo real contribui para a disseminação de uma pandemia de pânico. Segundo o psiquiatra Saulo Piasca, o fenômeno das “Fake News” depende de um sugestionamento e é exatamente o que esses dados proporcionam. Por conseguinte, tal razão é legítima quando analisa-se o surgimento de mercados desabastecidos e hospitais lotados antes dos Estados comunicarem uma situação de risco.
No contexto social vigente, sendo uma enfermidade nova, para o qual não há vacina ou imunidade prévia de parte da população, gera um número desmedido de novos casos em um período curto de tempo. Esses novos casos, ao buscarem assistência médica, demandam recursos e pessoal em quantidades que superam a capacidade dos serviços de saúde. Em suma, com serviços superlotados, portadores da minoria de casos graves e mesmo portadores de outras doenças, podem ter o prognóstico piorado pela lotação dos serviços de saúde com os portadores da nova enfermidade, ficando incapacitados de atender adequadamente os mais necessitados.
Dado o exposto, afirma-se a necessidade urgente de manter a sociedade em alerta a novas mazelas com segurança e placidez. Outrossim, a respeito da saúde pública dos cidadãos, o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais de saúde devem promover leitos suficientes para o atendimento da população em hospitais públicos e privados, a fim de prevenir de imediato a ausência de serviços básicos para pacientes infectados. Do mesmo modo, os Meios Midiáticos, como a Televisão e as Redes Sociais, devem realizar propagandas baseadas em pesquisas verídicas acerca de novas informações sobre a epidemia, com o intuito dos habitantes receberem essas notícias com confiança e evitar uma suposta disseminação de pânico. Assim, com as decisões tomadas com prudência, os exageros não serão cometidas e o preço a pagar por isso não seja tão alto quanto os efeitos de uma epidemia.