Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 23/03/2020
Sob o viés constitucional, a Magna Carta promulga a saúde como direito de todos os cidadãos e dever do estado medidas socioeconômicas que visem à redução do risco de doenças em território nacional. Entretanto, em relação aos desafios enfrentados pela sociedade atual se dá por conta de que o governo não consegue combater o avanço epidemiológico atual que, por consequência, acaba gerando vítimas fatais. Diante disso, os desafios atuais para se obter êxito na extinção das epidemias são várias, seja a ignorância social ou os precários saneamentos básicos.
Em primeiro plano, as várias conscientizações governamentais são de suma importância para diminuir a proliferação da epidemia que decorre no país e no mundo. De acordo com o filósofo grego Aristóteles falou que a diferença entre um homem sábio e um homem ignorante é a mesma entre um homem vivo e um cadáver. Nesse sentido, a sociedade deve seguir as orientações do Estado, a fim de que a epidemia não se alastre com tanta facilidade, mas, geralmente, não ocorre.
Em segundo plano, a falta de saneamento básico a fim de atender a população não é adequada suficiente, pois muitas doenças são transmissíveis pelas águas, principalmente as de esgotos. Segundo o pensador Thomas Hobbes, é dever Estatal manter o bem-estar da sociedade, mas não é essa a realidade apresentada. Nesse âmbito, o Estado deve solucionar o problema das estações de esgotos, diminuindo a proliferação de doenças infecciosas.
Infere-se, portanto, que as epidemias podem ser resolvidas de maneira curta e objetiva, mas não ocorre por conta das ignorâncias sociais e precários saneamentos básicos. Entretanto, é dever do governo, como máxima instância de poder executivo, gerar leis que autorizem a criação de novas estações de tratamentos básicos, a fim de diminuir a multiplicação das doenças, ocasionando assim a erradicação de muitas doenças que se espalham pelas águas, tornando o atual cenário habitável e seguro.