Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 22/03/2020

Em 1918 uma pandemia assolou um mundo no contexto da Primeira Guerra Mundial, a Gripe Espanhola. No Brasil, segundo o Instituto Butantan, foram cerca de 35 mil mortes. Naquela época as notas das entidades públicas foram muito semelhantes às atuais sobre o coronavírus, mas sem tanto amparo tecno-informacional. É no atual contexto, de intenso fluxo de informações, que a histeria ganha um novo fator: a internet.

Primeiramente, é essencial analisar os impactos da falta de informação nos surtos epidêmicos. Se por um lado alguns acumulam recursos em casa, como mascaras e álcool; por outro há indivíduos que se vêem imunes, disseminando ideias que podem colocar em risco a segurança coletiva. O filósofo e naturalista Aristóteles defendia que a virtude morava no meio termo em qualquer questão da vida. Se o pensador tivesse contato com tais tipos de indivíduos, certamente recomendaria o equilíbrio das faculdades.

Por conseguinte, é essencial separar o que é conhecimento científico do que é senso comum. No contexto atual a internet aumenta o fluxo de informações corretas, bem como oriundas do empirismo. Assim, é necessário a utilização de fontes informacionais confiáveis e evitar correntes de whatsapp destinadas ao sensacionalismo. A utilização do site do Ministério da Saúde, ou canais de youtube como o do Doutor Drauzio Varella, são fontes capazes de informar de forma eficiente. É evitando o pânico pessoal que a histeria coletiva pode ser impedida.

Tendo em vista o exposto, portanto, é de suma importância que medidas para consolidação das informações corretas sejam tomadas. Por parte das prefeituras, é interessante que em caso de novas epidemias criem ferramentas para evitar o agrupamento de pessoas, como alugar carros de mensagem, medidas que já são feitas no atual coronavírus. Por parte do Ministério de Educação é importante criar ferramenta para que os alunos consigam assistir suas aulas em casa, como utilizar um canal de TV aberta, evitando a circulação de pessoas, e indiretamente a histeria.