Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 23/03/2020

O advento midiático possibilita a transmissão de milhares de notícias por dia e permiti que a informação chegue quase instantâneamente. Entretanto, em epidemias contemporâneas como a do Corona Vírus (NCOVID-19), a mídia transforma o excesso de informação em pânico e descontrole. Sob essa perspectiva, cabe avaliar que a influência da mídia e a disseminação de fake news corroboram intensivamente para histérica coletiva.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar o papel da mídia no agravamento do terror em acontecimentos epidêmicos. Esse papel, pode ser melhor observado nos constantes e imparáveis relatos de novos casos e diagnósticos do Corona Vírus no Brasil e no mundo. Nesse sentido, o excesso de informação carregado de negatividade possibilita o amedrontamento dos indivíduos e incentiva a tomada de atitudes que prejudicam o equilíbrio da coletividade.

Outrossim, segundo o psiquiatra Marcel Nunes, “o pânico coletivo depende de um sugestionamento e é exatamente isso que as fake news proporcionam”. Nesse contexto, a disseminação de fake news como à escassez de alimentos, remédios e curas imediatas contribuem para o aumento do pânico. Bem como, a pós-verdade que ignora os fatos objetivos e evidência os apelos emocionais em momentos de fragilidade.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para que a problemática seja solucionada. Sendo assim, é necessário que os indivíduos, através dos instrumentos comunicativos, busquem apenas informações dos órgãos oficiais como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde. Ademais, quando for recebido alguma notícia sem precedentes, deve-se, imediatamente, verificar em outros canais midiáticos sua veracidade e não compartilhar quando não confirmadas. Dessa forma, em concordância com o ex-presidente dos Estados Unidos, Roosevelt, “não há nada a temer a não ser o medo em si”.