Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 25/03/2020

Nos últimos dias o mundo passou a falar apenas uma língua. Epidemias, doenças, quarentena, coronavírus começaram a fazer parte do vocabulário dos brasileiros. O covid-19 se alastrou por vários países infectando pessoas e trazendo sintomas assemelhados a gripe, mas podendo ser fatal para determinados grupos de risco. Os desafios para dosar a conscientização sem que tenha um clima generalizado de tensão podem ser destacados: a responsabilidade do poder público na reversão do quadro epidemiológico; o papel da mídia em não causar pânico e o cidadão como parte importante na redução de transmissão do vírus.

A saúde é um direito de todos conforme a Constituição Brasileira. Sendo assim, os representantes políticos têm responsabilidade direta em reverter o quadro epidemiológico. Segundo dados do Senado Federal, algumas medidas com esse intuito foram tomadas, tais como: maior verba para a área de saúde no combate ao surto; incentivo ao isolamento social e a suspensão de atividades que tem aglomeração de pessoas. Porém, em alguns pontos nota-se a deficiência governamental diante do fato, pois, em alguns lugares sequer têm saneamento básico, o sistema de saúde do país é deficiente e os aeroportos ainda estão recepcionando pessoas dos países de risco.

A mídia brasileira, por sua vez, tem um papel fundamental na conscientização dos brasileiros. Todavia, diferente do esperado, os meios de comunicação utilizam o momento para angariar audiência, cliques, acessos e ibopes. O quadro epidemiológico virou um grande “astro” de apelação, trazendo consigo informações ainda mais alarmantes e a sensação de pânico entre as pessoas. O governo, diante disso, deve estar atento e tomar medidas punitivas para aqueles que se aproveitam da situação pela qual o país vive.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) se todos agirem em prol da não disseminação do vírus, a situação pode voltar a normalidade nos próximos meses. O cidadão brasileiro não deve se ater apenas ao problema enfrentado. A informação deve ser consultada, mas, não, o pânico. A busca por sites, jornais, profissionais confiáveis, devem servir como base para a mudança de comportamento. Boa higiene, saúde, imunidade e a proteção dos grupos de risco devem ser observados com mais cautela.

Desta forma, os desafios relacionados ao quadro atual são muitos, mas, ainda possíveis de serem enfrentados em prol da coletividade. As epidemias não são recentes, o país já vivenciou outras, tais como a da AIDS, malária, cólera, tuberculose e em todas foram necessárias ações conscientes para a reversão do quadro, devendo ser um trabalho de todos: sociedade, governo e mídias.