Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 23/03/2020

Durante a Idade Média, uma epidemia da peste negra dizimou um terço da população europeia e causou pânico nas pessoas. Nos dias atuais, apesar dos avanços na ciência, epidemias continuam surgindo, como é o caso mais recente do COVID-19 (doença do coronavírus). Essas epidemias causam, muitas vezes, a histeria dos indivíduos, que é acentuada pela disseminação de “Fake News”, levando-os a praticar atos antiéticos.

A priori, vale ressaltar que a proliferação de notícias falsas em tempos de epidemia gera um crescente desespero na população. A título de exemplo, no Brasil, inúmeras notícias falsas sobre o número de mortos do COVID-19 foram publicadas, sendo esse número maior que o real, causando pânico na população que teve acesso à notícia. Além disso, “Fake News” sobre possíveis precauções e remédios que ajudariam no combate à epidemia também foram propagadas, gerando confusão na população que não sabe em que deve acreditar.

Ademais, Kant dizia que o princípio da ética é agir de forma que essa ação possa ser uma prática universal. Dessa forma, algumas ações que são tomadas pela população em desespero podem ser consideradas antiéticas, como é o exemplo da estocagem de alimentos em grande número por indivíduos em tempos de epidemia, visto que se trata de uma atitude insustentável se todos a adotassem.

É inegável, portanto, a necessidade de controlar a histeria da população diante de uma epidemia. Desse modo, cabe à mídia fornecer informações sobre quais são as fontes confiáveis, por meio de propagandas e telejornais, a fim de direcionar a população para as notícias verdadeiras. Para mais, cabe ao Governo, junto com a mídia, instruir a população sobre quais atitudes tomar perante uma epidemia, por meio de  entrevistas, a fim de impedir que atitudes antiéticas sejam tomadas. Dessa forma, desesperos causados por epidemias poderão ser controlados.