Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 25/03/2020

A facilidade para disseminação de notícias falsas e a sensação de que no Brasil não se tem estrutura para acontecimentos incomuns e, inesperados, envolvendo enfermidades e contágio coletivo, vem contribuindo para uma alta histeria coletiva principalmente agora com o novo coronavirus. Atualmente estamos vivendo em meio á uma Pandemia, uma epidemia que se alastrou por mais de um país e/ou continente, porém, mesmo o vírus sendo um problema, outro grande problema que enfrentamos é a questão da histeria coletiva gerada em consequência de algumas falsas notícias compartilhadas. Embora as ferramentas de comunicação prestem um ótimo serviço á humanidade, em meio a essa situação também vem prestando um grande desserviço, pois pessoas má intencionadas usufruem das plataformas para compartilharem “fakenews” á respeito da situação, o que gera um tipo de pânico geral. Outro fator que também colabora para o histerismo da população de maneira geral, é a sensação de que a estrutura do país é insuficiente para tal situação, o que pode ser real se a população não obedecer as medidas preventivas estipuladas pelo estado, ou seja, para que o que é temido pelas pessoas não aconteça, basta que elas mesmas se policiem. Tal “policiamento” das medidas preventivas não se aplica só para o COVID-19, mas também para toda e qualquer epidemia moderna, como a AIDS, a dengue, Influenza, etc. Uma solução plausível para a questão da veiculação de falsas informações seria o Ministério da Saúde divulgar massivamente suas redes sociais, em formato de anúncios em plataformas digitais como o Youtube(mesmo que isso demande um investimento de capital financeiro), ou, até mesmo, trazendo pronunciamentos oficiais do governo em canais abertos de televisão, e sempre reforçando e fazendo campanhas contra as famosas “fake News” para diminuir o compartilhamento das mesmas. Para o problema da estrutura, os órgãos responsáveis podem mudar o foco do investimento para a construção de mais leitos, gerando uma sensação de conforto para a população, e, consequentemente, atenuando  a histeria.