Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 24/03/2020
Na segunda metade do século XIV, ocorreu uma das mais devastadoras epidemias que ocasionou a morte de milhões, a peste negra. Ao contrário da situação atual, um fator que contribuiu para tamanha grandeza foi a falta de informação. Porém, mesmo com acesso á informação, os meios de comunicação possuem a propagação de notícias falsas, logo, existe a falta de compreensão sobre as epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados á histeria coletiva.
A princípio, é fundamental assimilar o significado e o impacto da histeria coletiva. Tal termo é usado referindo-se a um distúrbio psicológico em que pessoas de um grupo começam a viver situações imaginárias. Como no ano de 1938, em um cinema de São Paulo, ocorreu um grito de fogo e pessoas foram pisoteadas e mortas ao buscarem pela saída, sendo que não houve nenhum incêndio. Essa ilusão, portanto, no meio de uma epidemia com muitas notícias desagradáveis e até mesmo falsas, acarreta em pânico.
Outrossim, do mesmo modo, destaca-se como resultado desse pânico, a falta de assistência médica para os enfermos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em um estado elevado de ansiedade, as vítimas geralmente percebem e interpretam mal as sensações físicas normais. Um estômago borbulhante pode ser confundido com um sinal de intoxicação alimentar. Sendo assim, no acontecimento de uma epidemia, pessoas que se encontram na histeria coletiva procuram ajuda médica desfrutando a consulta que poderia ser para alguém portadora da epidemia.
Torna-se evidente, diante desses fatos, que uma epidemia gera um pânico nocivo afetando toda a sociedade. Para que isso mude, o Ministério da Saúde deve levar a compreensão das epidemias por meio de informações confiáveis em veículos de comunicação seguros pois dessa forma, a ansiedade diminuiria. Ademais, a fim de controlar o atendimento médico desnecessário, o governo deve criar uma plataforma simples de assistência virtual para saber se a ida a um atendimento seria eficaz e junto, um protocolo psicológico. Como resultado, a propagação de falsas informações abaixaria assim como, a histeria coletiva.