Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 24/03/2020
Devido a globalização é cada vez mais comum doenças infecciosas se tornarem pandemias. O Mundo está enfrentando desafios de grandes aglomerações populacionais, que são portas de entrada para enfermidades, que ao surgirem geram pânico nessas populações. Em 2020 saiu o ranking das cidades mais populosas do mundo, de acordo com a Fnuap, e a China, berço da nova pandemia de covid 19, aparece nos 10 primeiros colocados com 4 cidades, ocupando o primeiro lugar com Chongqing, que possui uma população de aproximadamente 30 milhões de habitantes. As principais novas doenças que surgem, são zoonóticas. É lógico pensar que esses conglomerados exijam muitos recursos, principalmente na alimentação, gerando alto contato com animais, e consequentemente enfermidades, como no caso da pandemia de Gripe Suína em 2009, casos esporádicos de Gripe Aviaria e a epidemia de Sars em 2002; Como esses centros tem uma grande massa de pessoas, as doenças são facilmente propagadas.
Novas doenças surgem a todo momento, não é possível prever quando terá uma nova pandemia de gripe, mas uma coisa é certa em situações desse nível a população entra em uma histeria coletiva. A Falta de informação sobre essas mazelas gera um pânico desnecessário nas pessoas, como é mostrado na série Sex Education de 2019, que retrata um surto de Clamídia em um colégio , que por conta da desinformação deixou os alunos histéricos e com a ideia que a IST era transmitida pelo ar. O Medo da letalidade e as informações pessimistas da mídia, assustam ainda mais a população, que entram em auto quarentena, e as buscar por alimentos fica altíssima.
Além disso, a mau administração do governo na questão dos hospitais públicos é muito precária, como : aparelhos quebrados, a falta de medicamentos, não ter profissionais qualificados é bastante presente no dia à dia. Infelizmente, a grande parte da população precisa do SUS, por que, não tem condições de pagar um atendimento particular.
É fato que as aglomerações são parte do nosso mundo, mas o melhor que podemos fazer é cuidar da higiene pessoal e do saneamento básico, e ter cuidado dobrado aos animais, e em caso de epidemias, manter a calma, gerar pânico desnecessário, pode agravar ainda mais o problema.