Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 23/03/2020
Na série documental “Pandemia” 2020, em seu quinto episódio, retrata como o protagonista Doutor Michel Yao, enfrenta o vírus ebola com os estadunidenses, encorajando-os a manter a fé e a tranqüilidade. Fora das telas, no atual cenário brasileiro, apesar de novas enfermidades como a covid-19, o pânico da população frente a nova patologia vem precisando ser mais controlada que a própria doença. Desse modo, torna-se premente analisar as principais causas que fazem das novas anomalias um cenário de horror.
Em primeiro plano, é licito afirmar, a falta de conhecimento da sociedade que reflete no comércio brasileiro,na antecipação de compras exageradas. Uma pesquisa realizada pela revista EXAME em 2020, apontou que a falta de itens nas prateleiras dos supermercados chegou a 11,3% em 20 mil lojas, o que tornaria a mercadoria difícil de ser encontrada e com preço maior do que esperado, tornando-se inacessível a população de baixa renda. Ao contrário do acontecido com a crise de 1929, nos Estados Unidos, cuja superprodução das empresas americanas não era compatível com a renda de cada uma delas.
Por conseguinte, a violação de profissionais de saúde no que tange a prescrição de medicamentos garantindo ao paciente a proteção ao vírus, sem autenticidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), torna-se ainda mais infrator do que o próprio paciente que aceita o medicamento. Em conformidade com uma matéria realizada pelo fantástico (22/03/2020), criminosos estão se aproveitando do medo das epidemias contemporâneas e fraudando pessoas sem conhecimento sobre o assunto, levando-o à tratamentos “milagrosos” e colocando em risco o seu próprio diploma. Assim como acontecido com o ex- farmacêutico por vender suposto remédio que promovesse a cura contra o covid-19.
Desprende-se, portanto, da necessidade de mitigar os impactos causados pela histeria coletiva. Para tanto, cabe a Organização Mundial de Saúde (OMS) em parceria com o Instituto de Tecnologia de Software e Serviços (ITS) realizar aplicativos gratuitos, por meio de verbas governamentais, que tenham acompanhamentos com médicos à distancia de modo que certifique-se o estado clinico geral do paciente. Dessa forma garantir-se-á o medo e insegurança da população e a realidade será semelhante aos ensinamentos de Doutor Michel.