Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 23/03/2020
O filme “A gripe”, dirigido por Kim Sung-su, retrata a infecção, em pouco tempo, de milhares de indivíduos por um vírus desconhecido. Fora das telas, as epidemias são uma realidade no Brasil e no mundo, tendo como exemplo o caso da Gripe Espanhola, que levou à 50 milhões de mortes, segundo Jornal Uol. Tal quadro tem como principais causas a mutação dos vírus, o saneamento básico precário no país e a falta de precauções higiênicas essenciais. Nesse sentido, é evidente a necessidade analisar essa problemática, responsável por sérios danos econômicos e sociais.
Em primeiro plano, convém ressaltar os fatores que implicam no surgimento e disseminação de uma nova epidemia. Segundo a agência de inteligência CIA, dos Estados Unidos, os vírus estão extremamente sucetíveis às mutações genéticas, as quais podem provocar mudanças em suas características. Além disso, visto que a globalização corrobora para uma maior circulação de pessoas entre os países e dentro deles, o processo de propagação viral acelera-se cada vez mais. Assim, percebe-se a importância da vacinação e dos cuidados sanitários, visando evitar a disseminação da doença.
Outrossim, é válida a fala do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que declara possível a retração da economia em virtude da histeria gerada pelo Covid-19. Essa situação é evidenciada pela queda de 7% do Ibovesp, Bolsa de valores de São Paulo, no dia 26 de fevereiro de 2020. Logo, fica evidente que, apesar de indispensável medidas que diminuam as aglomerações públicas e estimulem a consciência higiênica, o surto coletivo e a paralização das indústrias, lojas e do turismo pode resultar na queda da renda da população e consequentemente a falência de inúmeras empresas.
Portanto, cabe ao Ministério a Saúde orientar a população sobre as formas de prevenção às epidemias e estabelecer as restrições necessárias, por meio da divulgação de avisos nas redes midiáticas, de modo a conter o avanço do vírus. Ademais, o Governo Federal deve também investir em serviços de saneamento básico, mediante parecerias com empresas privadas, a fim de desenvolver o sistema sanitário em bairros pobres e, dessa forma, propiciar melhor qualidade de vida aos indivíduos. Posto isso, será possível minimizar a proliferação e os efeitos de uma epidemia no país.