Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 29/03/2020

Na série documental “Pandemia” ocorre a abordagem sobre epidemias que já atingiram diversas partes do planeta causando a histeria de populações, que não sabiam como lidar com enfermidades letais e desconhecidas. Este é um problema que está acontecendo na atualidade: o vírus Covid-19 gera pânico em diversas pessoas por conta de seu avanço ao redor do globo, o que acontece de forma rápida graças aos meios de transporte que facilitam o deslocamento de indivíduos. Desse modo, são necessárias medidas que combatam o avanço da doença e que ensinem a população como agir nessas situações.

Em primeira análise, o século XX foi marcado pelo início do uso de aviões, capazes de levar vários indivíduos de um país até outro, ou, até mesmo, de um continente até outro em questão de horas. Desse modo, tornou-se mais rápido espalhar doenças de um local até outro: o que era uma epidemia em um território pode tornar-se, em alguns meses, uma pandemia. A maior problemática é o fato de muitas dessas enfermidades não possuírem uma cura ou vacina, acometendo vários cidadãos e causando mortes. Além disso, vírus, como o da gripe, possuem um tempo de incubação, ou seja, são assintomáticos durante um período de dias, causando sua dispersão de forma inconsciente.

Outrossim, epidemias são causadoras, também, de histeria coletiva. Exageradas unidades de papel higiênico, álcool em gel, máscaras cirúrgicas, alimentos e até mesmo de remédios são compradas, causando a alta demanda desses materiais e o aumento do preço. Logo, são comuns prateleiras vazias, fazendo com que muitos não possam consumir produtos básicos do dia a dia. Um exemplo é o Covid-19, que ao chegar a território brasileiro causou o pânico na maior parte da população, e aqueles com melhor condição financeira compraram boa parte das mercadorias disponíveis em supermercados e farmácias.

Portanto, medidas devem ser tomadas para a resolução do impasse. O Governo Federal com o auxílio de Prefeituras devem fechar, não somente os aeroportos, mas também estradas e fronteiras terrestres, com o objetivo de impedir a entrada de portadores de patologias virais no país. Ademais, a educação dos cidadãos nesses momentos é essencial para não criar um caos: o Ministério da educação, com ajuda da mídia, deve propor campanhas que expliquem à população a importância de não realizar estoques de mercadorias, possibilitando a compra a todos. Além disso, o Procon deve multar estabelecimentos que cobram preços exorbitantes, não privando populações mais pobres de consumirem.