Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 24/03/2020
O ser humano, ao longo de sua existência, vivenciou epidemias que desafiaram sua permanência nesse mundo, como a peste bubônica e a varíola nos séculos XV e XX, respectivamente. Dessa forma, o pensamento de alerta geral e pânico sobre doenças foi impondo-se nas sociedades com o passar do tempo. Atualmente, o mundo enfrenta a pandemia causada pelo novo Coronavírus, que apresenta perigo aos idosos e às pessoas com baixa imunidade. No entanto, suas maiores consequências não são devidas à doença em si, e sim à histeria coletiva que desencadeia enormes recessões na economia e na sociedade.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a preocupação mundial sobre essa epidemia está causando depressões econômicas que provocam o desemprego e a pobreza. No Brasil, por exemplo, o Coronavírus está impedindo que muitos cidadãos trabalhem nesse período para que não contraiam a doença. Porém, muitos trabalhadores necessitam da renda mensal ao propósito de adquirir sua própria subsistência. Dessa maneira, as pessoas são prejudicadas, majoritariamente, na vida financeira.
Em segundo lugar, é fato que a sociedade inteira sofre com as consequências educacionais e culturais de uma epidemia mundial. No mundo inteiro, escolas estão sendo fechadas, a fim de evitar a propagação do vírus. Assim, está sendo formado um grande atraso na educação que afetará os estudantes que irão compor o futuro dos países. Além disso, é visto que a cultura está sendo atrapalhada em decorrência de inibições artísticas, como fechamentos de cinemas, teatros e eventos musicais.
Portanto, a histeria mundial precisa ser amenizada para que o quadro socioeconômico seja melhorado. A fim de que tal finalidade ocorra, urge que as organizações mundiais façam, por meio de campanhas digitais, disseminações de informações referentes a como se portar sobre situações de pânico epidêmicos e conscientizar os cidadãos sobre as reais consequências dessas condições. Somente assim, a sociedade agirá certo contra epidemias de modo como não ocorria nos séculos XV e XX.