Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 24/03/2020

Durante o século 14, na Europa, houve uma epidemia da chamada Peste Bubônica, responsável pela morte de milhares de pessoas e a histeria coletiva. Não diferente daquela época, hodiernamente, nota-se na população brasileira a mesma reação com epidemias atuais, que, mesmo com todo acesso a informação, torna-se nociva à população. Destarte, é fundamental analisar os lados positivos e negativos do acesso facilitado o entendimento.                                                                                                      A priori, tendo em vista que existem ações capazes de diminuir os riscos de contaminação e prevenção, por meio de redes sociais, jornais e programas televisionais, é possível estar consciente das medidas que devem ser tomadas. Sendo assim, como dito pelo empresário e ator Gordon Gekko, a informação é a mercadoria de maior valor, uma vez que com ela não se encontra ignorância quando se trata de um assunto sério capaz de decidir a vida de outras pessoas.                                                      Por um outro lado, o bombardeio de conhecimentos chega a ser prejudicial, já que notícias sensacionalistas e que tratam somente a respeito de situações negativas ficam constantemente expostas. Dessa forma, segundo o Geógrafo Milton Santos o que é transmitido à maioria da humanidade é, de fato, uma informação manipulada que, em lugar de esclarecer, confunde. Gera-se, pois, uma histeria coletiva entre a população, tal essa inicia uma cadeia de ações irrefletidas que afetam as demais pessoas.                                                                                                   Diante dos fatos acima, é fundamental que o Governo Federal, na figura do Ministério da Educação juntamente com as redes televisivas, crie programas em horários específicos, por meio de verbas governamentais, que sejam capazes de desviar o foco das notícias negativas, mas que ainda informem a população a respeito da situação do país. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde tendo em foco o sustento dos brasileiros, limitar a quantidade de produtos higiênicos e alimentícios a serem comprados, para que não prejudique ninguém.