Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 24/03/2020
Durante o século XIV, a peste bubônica, doença provocada pela pulga de ratos, assolou a Eurásia e dizimou cerca de um terço da população da Europa. Nesse contexto, a falta de informação e a má condição sanitária foram fundamentais na acentuação desse cenário caótico. Pensando nisso, salienta-se a importância do acesso de dados a fim de evitar a propagação de mídias sensacionalistas, assim como a implementação de manobras políticas e econômicas, com o objetivo contornar as epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva.
Sobretudo, cabe notar que a principal causa de histerismo em meio a um estado de calamidade pública, se deve a como a sociedade atual busca a informação, sendo suas fontes incoerentes e de natureza preocupante. Por conseguinte, a mídia possui grande importância diante cenários de epidemia e precisam se preocupar em não gerar pânico desnecessário na população. Um exemplo disso foi em 2009, quando notícias de uma epidemia de febre amarela que de fato não aconteceu, levaram pessoas que não podiam se vacinar a buscar imunização. Esse deslize resultou em mortes causadas pelas reações da vacina.
Além disso, o Estado possui papel fundamental nesse quadro de proliferação de uma doença. De forma que, diante de uma epidemia, a principal recomendação é o isolamento em massa, e tal isolamento traz grande desiquilíbrio econômico para um país, de modo que as industrias e comércios param de funcionar. Levanto isso em mente, o país não pode adotar medidas baseadas em condutas de outra nação, e sim, visualizar e calcular como a economia do seu próprio território funciona, e analisar o comportamento da sua pátria. Visto que, na desaceleração das atividades sociais, o pânico é evidente.
Em suma, durante a peste bubônica, a falta de conhecimento era o principal inimigo do homem. Em contraste com aquela época, hoje vivemos num tempo cuja informação é transmitida em grandes quantidades e velocidade. Em conclusão, cabe ao Estado articular um fonte própria de conhecimento para repassar à população, como por exemplo um aplicativo que mostre em tempo real a recorrência de algum vírus ou bactéria, como o criado para o coronavírus, para que assim, os habitantes não se preocupem desnecessariamente e ficam a par dos riscos existentes. Ademais, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços deve incentivar a adequação digital das industrias e do comércio, como por exemplo a prática do home office, na qual o funcionário consegue realizar seu trabalho dentro de casa através do computador. Com essa medida, a quarentena em casos de epidemia pode ser feita de modo que não influencie na atividade do trabalhador.