Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 24/03/2020
Desde sempre, o ser humano tenta combater as doenças para que possa sobreviver. Ainda assim, quando elas se alastram desenfreadamente por uma região, torna-se mais difícil controlar suas consequências, como é o caso do novo coronavírus (COVID-19), e também a preocupação da sociedade. Com isso, surge a necessidade de se discutir as epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva. Dessa forma, cabe a abordagem de dois aspectos importantes acerca deste tema: a prevenção a futuras epidemias e os impactos sociais decorrentes dessa problemática.
Em princípio, deve-se destacar a importância, principalmente, da higienização no combate a inúmeras epidemias. Por exemplo, o caso da peste bubônica, que afligiu a Europa no século 14 e matou cerca de um terço de sua população, devido a, principalmente, condições higiênicas precárias. Tendo em vista estes fatores, o Hospital Sírio Libanês alerta que ”manter as mãos limpas pode evitar uma série de infecções e salvar vidas”. Sendo assim, praticar o hábito da higiene é essencial para que a sociedade saiba se protejar contra iminentes doenças e não entre em pânico quanto a seus perigos.
Ademais, analisando o contexto social o qual uma epidemia pode afetar, percebe-se que são vários os impactos causados se não houver um controle adequado. De acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), há a previsão de um custo de cerca de R$ 10 trilhões à economia global com o COVID-19, neste ano. Por outro lado, não se pode deixar de lado a situação agravante dos hospitais diante a uma ameaça epidêmica, já que segundo a Folha de São Paulo, a média de leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) na rede pública é menor que a metade da demanda mundial. Desse modo, medidas devem ser tomadas para que as causas sejam evitadas, as consequências não apenas remediadas e não haja uma histeria coletiva.
Portanto, com base nos problemas abordados, certas entidades devem se incumbir de prevenir a propagação de uma epidemia, visando o bem local e, consequentemente, mundial. Para isso, o Ministério da Saúde deve conscientizar a população a respeito dos métodos de prevenção a uma doença com risco epidêmico, através de campanhas escolares, pois dessa forma as crianças podem adquirir o hábito higiênico e então construir uma sociedade mais confortável quanto a esse aspecto. Cabe a esse órgão, ainda, a melhoria dos hospitais da rede pública, através da abertura de novos leitos de UTI, contribuindo, assim, com a qualidade de atendimento e capacidade de comportamento dessas unidades de saúde. Através disso, pode-se concluir que, com tais medidas adotadas, não haveria uma preocupação generalizada acerca de uma possível epidemia, fator que contribui com a solução do problema, visto que seu maior entrave não é a doença, mas a histeria coletiva.