Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 25/03/2020
Segundo J.J. Rousseau, considerado precursor do romantismo e um dos principais filósofos do iluminismo, a única parte útil da medicina é a higiene; e esta, mais do que ciência, é virtude.Todavia, a área da psicologia ganha muita importância no cenário atual onde muitas pessoas estão com um temor desmedido do novo coronavírus (Covid-19). Nesse sentido, a fim de conter a histeria em massa deve-se, além da higiene, ser mais sensível com aqueles mais vulneráveis, como por exemplo os idosos. Ademais, as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti também devem ser consideradas.
Para começar, é válido destacar alguns dados epidemiológicos do Brasil. De acordo com o ministério da saúde, em janeiro de 2019, o número de casos da dengue aumentou mais que o dobro em comparação ao mesmo período do ano anterior. Resultado de condições sanitárias precárias e mudanças climáticas que ajudam na proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável por transmitir as doenças como a chikungunya, dengue e zika. Portanto, em comparação com Covid-19, a dengue se mostra um caso mais preocupante, porém os habitantes não estão devidamente atentos a esse fato.
Outrossim, é evidente que muitos estão com medo do novo coronavírus, e estão agindo conforme as exigências impostas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, existe um grupo que está sofrendo mais com as medidas de isolamento por se sentirem sozinhos, como pode-se observar nos noticiários. O grupo mais afetado com essas medidas são os idosos pois eles têm que ficar em confinamento total, já que, estão no topo do grupo de risco.
Assim sendo, faz-se necessário que surjam medidas de interação e novos hobbies para que facilite o combate contra esse novo vírus, e também o acompanhamento de psicólogos com aqueles que posteriormente possam desenvolver ansiedade e depressão. Logo, com a finalidade de garantir uma estabilidade à população, cabe aos órgãos de saúde orientar aqueles mais frágeis e ao governo com a segurança que todos os habitantes possua saneamento básico. No entanto, cabe também aos cidadãos seguirem as exigências da OMS. Enfim, a partir dessas ações, o medo não será um problema ainda maior que o vírus, e seguindo as palavras de Rousseau e não abdicando a virtude da higiene, naturalmente o defrontamento contra epidemias será realizado sem grandes dificuldades.