Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 25/03/2020

“O dia em que a terra parou”. A admirável música de Raul Seixas serve de reflexão para o momento em que a COVID-19, de epidemia contemporânea tornou-se uma pandemia e parou o mundo. Assim, a histeria coletiva passou a causar desafios relacionados diretamente na economia e no modo das pessoas estudarem.

Primeiramente, nota-se que a bolsa de valores está em queda, devido a investidores sentirem medo pela grande propagação da doença e o tempo que ela pode ficar contaminando. Esse declínio de acordo com o G1 resultou em uma decaída no IBOVESPA de 12%. O comércio parou, visto que as medidas de prevenção para o coronavírus exigem que as pessoas fiquem em casa. Contudo não existem somente baixas, o aumento do comércio de desinfetantes, vacinas e máscaras fizeram com que essas ações subissem na bolsa de valores, como foi o caso da Inovio Pharmaceuticals que dobraram. Com efeito da histeria das pessoas, a tendência dos investidores é passarem a investir em lugares mais seguros, de acordo com a Markets Insider.

Fato que os estudantes em maior parte no Brasil tiveram suas aulas canceladas por ordem do ministério da saúde para evitar aglomerações e consequentemente desacelerar a transmissão do coronavírus, além de evitar histeria coletiva. Entretanto o governo não tomou medidas cabíveis para diminuir a perda do conteúdo escolar. Como também pode ocasionar a diminuição dos períodos de recesso é ter que adiar vestibulares, causando problemas sérios. Evidentemente que as redes de ensino não podem prejudicar o estudante, como Immanuel Kant dizia: o ser humano é aquilo que a educação faz dele.

Portanto medidas são necessárias para resolver os impasses. Para que essa perda de conteúdo seja resolvida, o ministério da educação deve fornecer comunicação entre o aluno e o professor, através de plataformas de EAD que sejam possíveis da maioria das pessoas que precisam acessar, visto que grande parte da população tem acesso a internet de acordo com o IBGE. Além disso, com a finalidade de impulsionar a economia, o ministério da economia precisa injetar capital nas grandes empresas, como forma de transformar essa crise em oportunidades de evitar o aumento do desemprego, logo que funcionários em casa, não geram lucros para a empresa, que resulta em afastamentos de trabalhadores em diversos ramos.