Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva
Enviada em 26/03/2020
Ao analisar a epidemia em relação a histeria coletiva, vemos que grande parte delas surgem no oriente, e a sua grande propagação por outros continentes é chamada de pandemia, assim como a Peste Negra que emergiu na Eurásia, em 1345. Atualmente, vivenciamos a manifestação do vírus covid-19, em todos os continentes, e isso vêm afetando toda população, principalmente a classe proletária.
De acordo com o IBGE, em 2010, foram registradas cerca de 11 milhões de pessoas residindo em favelas, muita das vezes não tem acesso ao saneamento básico e a saúde. Com isso, a proliferação de doenças fica cada vez mais constante e vulnerável; uma vez que os indivíduos escolhem se vão se alimentar, ou fazer a higiene pessoal. A isolação social, é um luxo que poucos podem se dar, pois trabalhadores assalariados ou autônomos, no geral, não podem dar continuidade em seus trabalhos em casa e dependem dos seus empregos.
Outro fator preocupante é a histeria coletiva, decorrente do medo de não sobreviver, portanto, a todo o momento pessoas estão estocando em massa alimentos, utensílios básicos de saúde e medicamentos; ignorando o fato de que outras pessoas também irão precisar. Esta prática é totalmente individualista, como diria o filósofo Zygmunt Bauman: “Vivemos em tempos líquidos, nada é para durar”. Todavia, esta não é a única doença no nosso país, temos, como por exemplo, a dengue que teve mais de 30 mil casos só este ano; e o sarampo, que já havia sido erradicado no país, porém retornou ao país.
Diante dos fatos apresentados, é cabível o Ministério da Saúde investir na área da saúde para que todos possam ter acesso e saneamento básico, é de extrema importância que os meios de comunicação conscientizem a população, da gravidade do problema. E que o MEC faça investimentos em centros universitários, para que possam continuar desenvolvendo pesquisas em prol da sociedade.