Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 25/03/2020

Os microrganismos como bactérias, vírus e protozoários são responsáveis por diversas doenças que acompanham a humanidade - peste bubônica, ebola e doença de chagas, respectivamente. Então, é natural que surjam enfermidades adaptadas ao organismo humano que podem causar epidemias. A questão é que devido ao avanço dos meios de comunicação, a cobertura de doenças ocorre de forma excessiva e sensacionalista, gerando uma histeria coletiva capaz de acentuar a proliferação da patologia.

Previamente, vale destacar que os meios de comunicação são muito importantes para informar. No entanto, os programas radiotelevisivos exploram incansavelmente o aparecimento de novas moléstias, como o exemplo mais recente do vírus COVID-19 (coronavírus). O que a mídia faz é informar o público com uma inclinação para o caos, apresentando somente problemas que indicam o fim dos tempos. Isso tudo faz uma grande parte da população se assustar exageradamente a ponto de se concentrarem em mercados para estocarem alimentos, e congestionarem hospitais por qualquer mínimo sintoma de gripe comum, fato que contribui para a disseminação do vírus.

Apesar de a comunidade científica já ter alertado para a letalidade do vírus, sua rápida disseminação, formas de prevenção, busca por tratamentos mais efetivos e vacinas, muitas pessoas acreditam mais no que leem nas mídias sociais, e que muitas vezes são fake news. O que essas notícias querem é causar pânico e assustar a população, através de dados falsos, fotos e vídeos que mostram uma situação totalmente fora da atual realidade: pessoas morrendo nas ruas, nenhum tipo de tratamento, saqueamento de estabelecimentos, países falidos, um completo caos. Todas essas inverdades, atreladas ao intenso alarde provocado pelas emissoras de televisão, contribuem para criar uma desordem social, que não colabora em nada para solucionar uma crise de saúde provocada por uma pandemia.

Portanto, é evidente que, por mais grave que uma epidemia seja, ela deve ser enfrentada com calma e foco nos problemas reais. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde, através de pronunciamentos periódicos na mídia televisiva, informe a real situação do problema, buscando tranquilizar a população mostrando os infectados que já alcançaram a recuperação e o que precisa ser feito para que tudo se normalize. Além disso, é fundamental a polícia civil investigar e multar os responsável pela criação e propagação de notícias falsas. Desse modo, com órgãos públicos e cidadãos caminhando juntos, as epidemias contemporâneas serão atenuadas com maior facilidade.